Dia mundial da voz

Conselhos e alertas dos especialistas

14 abril 2005
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O Dia Mundial da Voz que se assinala sábado, 16 de Abril, lança este ano um apelo às pessoas para que prestem mais atenção à voz e comecem a cuidar dela. «Oiça a sua voz - Cuide da sua voz» será também o título de uma publicação da responsabilidade da Sociedade Portuguesa de Otorrinolaringologia em colaboração com a ELS e a Academia Americana de Otorrinolaringologia em que são feitas recomendações sobre os cuidados que a voz requer e lançados alertas para as alterações e para a importância do diagnóstico precoce.
 

 

No âmbito da comemoração deste dia, o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, um dos estabelecimentos de saúde que promovem esta semana rastreios gratuitos às doenças vocais, que atingem cada vez mais profissões. «Aos profissionais da voz (cantores, actores e apresentadores) juntam-se agora as pessoas que usam a voz para trabalhar, as chamadas vozes profissionais, onde se contam professores, políticos, padres, telefonistas ou operadoras de telemarketing», disse à Agência Lusa Mário Andrea, presidente da Sociedade Europeia de Laringologia (ELS).
 

 

A iniciativa pretende alertar os portugueses para os «maus- tratos» a que sujeitam a voz e informá-los sobre pequenos gestos como falar baixo e beber água que previnem o surgimento de problemas. «A maioria dos problemas tem origem no uso incorrecto da voz, no falar muito e alto em ambientes ruidosos e secos, no esforço brutal a que a voz é submetida diariamente», considera o também docente da Faculdade de Medicina de Lisboa e um dos promotores do Dia Mundial da Voz.
 

 

Para Mário Andrea, o facto de Portugal continuar a figurar entre os países líderes na incidência e mortalidade do cancro da laringe continua a ser preocupante - cerca de 30 mil pessoas ficaram sem voz depois de lhe ter sido retirada a laringe, na totalidade ou em parte, devido ao consumo de tabaco e álcool - mas a esta juntam-se outras perturbações da voz que, apesar de menos graves, afectam a vida profissional e o bem-estar da pessoas. Como exemplo, aponta o caso dos professores para quem a falta de voz é uma das principais causas de absentismo.
 

 

Mário Andrea defende a aposta no diagnóstico precoce e na prevenção e recomenda que sempre que um adulto sofra de rouquidão há mais de 15 dias, sinta cansaço vocal e dores no pescoço consulte um otorrinolaringologista e um terapeuta da fala.
 

 

Fonte: Lusa
 

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