Dia Mundial da Visão

Declarações da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia

09 outubro 2014
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As principais causas de baixa visão e cegueira no mundo, cataratas, glaucoma, doenças da córnea com opacificação, infeções oculares e erros refrativos, não são as mesmas que afetam os portugueses, defende a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).
 

De acordo com o com o comunicado enviado à Alert, em Portugal, como noutros países do Mundo Ocidental, as principais causas de baixa visão e ou cegueira são a degenerescência macular ligada à idade (DMI), a retinopatia diabética e o glaucoma.
 

“Em Portugal, embora sem dados concretos, poderemos afirmar que serão poucos os casos de cegueira total por causas passíveis de tratamento médico e ou cirúrgico. No entanto, em consequência do estilo de vida e do aumento da esperança de vida nos países desenvolvidos, temos vindo a assistir a um aumento dos casos de baixa visão por retinopatia diabética e DMI”, referiu o presidente da SPO, Paulo Torres.
 

O especialista referiu que “é preciso distinguir a cegueira legal da cegueira médica. A cegueira legal está presente quando a acuidade visual é menor que 1/10 com a melhor correção ótica possível e ou quando o campo visual central é menor que 10 graus (visão tubular). A cegueira médica é a ausência de perceção luminosa e é uma situação irreversível. Já a baixa visão acontece quando, como o nome indica, a visão é baixa e ou de má qualidade ótica, mas ainda permite a realização de tarefas pessoais e profissionais com ou sem ajudas técnicas especializadas e com um grau de dificuldade inerente a cada situação clínica”.
 

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Visão 2014, a Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB) escolheu a mensagem “No More Avoidable Blindness” (vamos acabar com a cegueira evitável). A SPO replica a mensagem, afirmando que a vigilância regular da saúde ocular é essencial.
 

Deste modo, Paulo Torres defende que “as visitas periódicas ao oftalmologista são fundamentais, assim como a observação dos olhos nas várias fase da vida, como por exemplo nas crianças para despiste da ambliopia, vulgo “olho preguiçoso”, das mulheres grávidas ou em menopausa, cujas alterações hormonais possam provocar doença ocular, de todos os indivíduos na faixa etária dos 40 aos 50 anos em que surge a presbiopia, vulgo “vista cansada”, e nas faixas etárias mais avançadas para despiste de catarata e DMI. E, obviamente, a SPO recomenda vigilância apertada naqueles que têm doença ocular conhecida”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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