Dia Mundial da Retina

Alerta da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia

29 setembro 2014
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A retinopatia diabética é a principal causa de cegueira irreversível para indivíduos com menos de 60 anos, alerta a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).
 

A retinopatia diabética resulta do aparecimento de lesões provocadas pela diabetes mellitus a nível da retina, no olho. A propósito do Dia Mundial da Retina, a SPO lembra que o doente diabético pode apresentar um risco de cegueira cerca de 25 vezes maior relativamente à restante população e que a prevenção e tratamento precoce são fundamentais no combate a esta doença.
 

De acordo com o comunicado da SPO, esta doença é a complicação microvascular mais conhecida da diabetes e pode ser de dois tipos distintos: a retinopatia diabética não proliferativa e proliferativa, sendo esta última a mais grave com alterações importantes nas estruturas internas posteriores do olho.
 

O presidente da SPO, Paulo Torres, refere que “as fases iniciais doença podem evoluir sem qualquer tipo de sintomas, sendo por isso uma fase silenciosa e enganadora da doença. Nas fases mais avançadas, o principal sintoma é a perda, muitas vezes de uma forma irreversível, da acuidade visual, geralmente consequência do edema macular que se vai instalando com destruição da área mais nobre da retina. Quando isto acontece, estamos perante as formas graves de retinopatia diabética”.
 

Relativamente ao tratamento da retinopatia diabética, Paulo Torres explica que “nas formas em que há doença ocular manifesta, as principais formas de tratamento são a fotocoagulação laser e as injeções intravítreas de fármacos antiangiogénicos e/ou de corticosteroides. A decisão de quando tratar e como tratar depende somente da decisão médica e de acordo com o quadro clínico encontrado e com a avaliação do potencial risco para perda de visão. O tratamento isolado ou combinado, laser e injeções intravítreas, podem reduzir em mais de 50% o risco de perda visual grave. Já nas fases mais graves da retinopatia diabética proliferativa, o tratamento de eleição é quase sempre o cirúrgico. No entanto, aqui o prognóstico visual é, em muitos casos, reservado”.
 

De acordo com Paulo Torres, mais do que tratar é fundamental prevenir. “A prevenção da retinopatia diabética deve ser efetuada a todos os doentes diabéticos através de rastreios. Há em Portugal programas para rastreio da retinopatia diabética em alguns centros de saúde, onde os doentes diabéticos são submetidos a uma fotografia do fundo ocular para depois, caso apresentem lesões, serem orientados para uma consulta de oftalmologia da especialidade”.
 

A SPO aconselha todos os diabéticos a serem acompanhados por um oftalmologista e lembra que as fases iniciais da doença são silenciosas, sem sintomatologia, o que pode negligenciar ou atrasar a ida ao médico.
 

Em Portugal, estima-se que a diabetes afete cerca de um milhão de indivíduos e que cerca de metade destes nunca tenham sido avaliados em consulta de oftalmologia.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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