DGS prepara-se para eventual surto gripal

Declarações da subdiretora-geral da Saúde

18 dezembro 2014
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No caso de ocorrer um surto de gripe mais violento e com o intuito de libertar camas, a Direção-Geral da Saúde (DGS) prevê dar altas hospitalares ao fim de semana e transferir para lares os “casos sociais” internados.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, a DGS apresentou ontem um “Plano de Prevenção e Resposta para o Outono/Inverno - Infeções Respiratórias” que sistematiza várias medidas com vista a uma resposta rápida e eficaz em caso de aumento de atividade gripal.
 

De acordo com a subdiretora-geral da Saúde, Graça Freitas, este plano surge agora porque a atividade gripal começou há cerca de duas semanas, ainda com poucos casos, esperando-se agora o aparecimento das infeções respiratórias.
 

A existência de um vírus da gripe mais agressivo nos Estados Unidos está a deixar também a DGS em alerta e prevenção. Apesar de não ser novo, este plano compila uma série de medidas extraordinárias já acionadas noutros anos em situações de atividades gripal mais intensa “está mais bem estruturado e com uma maior cooperação entre instituições”, explicou.
 

A novidade é a existência de recomendações para que haja altas hospitalares ao fim de semana, para disponibilizar camas necessárias e melhorar os serviços de urgência.
 

Ainda com o objetivo de libertar camas, a DGS está também a apostar numa maior articulação com os serviços da segurança social para permitir a transferência para lares de pessoas que continuam internadas após as altas, por não terem quem as vá buscar.
 

Uma maior rotatividade das macas é uma das apostas no âmbito dos cuidados em ambulatório dos serviços de urgência, a par de um reforço das equipas e um aumento do número de espaços de atendimento. Estas medidas serão ativadas “num ano particularmente agressivo” em termos de atividade gripal e infeções respiratórias.
 

De acordo com a responsável, a existência de um vírus agressivo nos Estados Unidos não permite para já antecipar seguramente que chegue a Portugal, mas é o suficiente para colocar os serviços de saúde em prevenção e preparados para responder atempada e eficazmente.
 

“Não sabemos [se haverá este ano um surto mais violento], mas os dados dos Estados Unidos mostram-nos que o vírus [da gripe] que vai dominar é o H3N2, que é um vírus mais agressivo”, disse Graça Freitas.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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