DGS não aprova tratamentos experimentais

Tratamentos alimentam esperanças de população vulnerável

22 julho 2013
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Não devem ser realizados pedidos de aprovação para tratamentos do cancro no estrangeiro, que tenham caráter experimental, como os das vacinas de células dendríticas, alerta a Direção-Geral da Saúde (DGS).
 

“Os pedidos de autorização para assistência médica no estrangeiro relativos a tratamentos de caráter experimental, de eficácia ainda não comprovada cientificamente, nomeadamente o tratamento com vacinas de células dendríticas, não devem, por razões éticas, ser submetidos a aprovação da Direção-Geral da Saúde”, refere uma orientação publicada no “site” da DGS ao qual a agência Lusa teve acesso.
 

A nota refere que, têm chegado à DGS pedidos de autorização para assistência médica no estrangeiro, visando tratamentos com aquelas vacinas. No entanto, a DGS refere que a informação sobre este tratamento com vacinas de células dendríticas tem sido divulgada pela comunicação social, sem estar baseada em provas científicas.
 

Na orientação, Francisco George frisa que este tratamento tem ainda “natureza completamente experimental” e lamenta que as informações que têm sido divulgadas alimentem esperanças numa população “particularmente vulnerável”, como os doentes oncológicos.
 

“A informação disponível não permite que a população em geral possa distinguir entre tratamentos inovadores, aqueles que correspondem a uma novidade com valor terapêutico superior ao de terapêuticas mais antigas, e tratamentos experimentais, cujo uso é feito no âmbito de experiência ou ensaios”, refere a nota da DGS assinada pelo diretor-geral da Saúde, Francisco George.
 

Para a DGS cabe aos médicos a responsabilidade de informar os seus doentes sobre as opções de tratamento disponíveis. Há algumas semanas, um canal de televisão apresentou um programa sobre este tipo de tratamento com vacinas de células dendríticas, feitos em algumas clínicas da Alemanha.
 

Em reposta às reportagens divulgadas, a Ordem dos Médicos publicou uma nota no seu "site", em que a presidente do colégio de oncologia considerava as notícias sobre o tratamento como “despudorada publicidade”.
 

A Ordem, veio depois pronunciar-se sobre o assunto, frisando que nenhuma sociedade de oncologia menciona o tratamento feito na Alemanha como alternativa nas suas opções terapêuticas.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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