DGS diz não haver motivos para preocupação com associação entre vacina contra gripe A e narcolepsia
26 julho 2011
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A Direcção-Geral da Saúde considerou hoje que os portugueses não devem ficar preocupados com a associação entre a vacina contra a gripe A e casos de narcolepsia em crianças e adolescentes.

 

A Agência Europeia do Medicamento concluiu que há uma associação entre a toma da vacina contra a gripe A e os casos de narcolepsia em crianças e adolescente e recomendou que se evite administrá-la a menores de 20 anos.

 

Em declarações, Ana Leça, responsável da Direcção-Geral da Saúde (DGS), adiantou que na próxima época gripal em Portugal a Pandemrix não deverá ser administrada, porque não há recomendações para o seu uso e as doses já adquiridas que se encontram no país estão perto de perder a validade.

 

Ana Leça vincou ainda que a associação a que se refere a Agência Europeia do Medicamento se verificou na Suécia e na Finlândia, havendo “uma diferença entre os países nórdicos e os do sul”.

 

A DGS lembra que em Portugal foi registado um caso de narcolepsia entre crianças e adolescentes que foram vacinados contra a gripe A (H1N1), mas não foi determinada causalidade.

 

“As pessoas não têm de estar preocupadas”, frisou Ana Leça.

 

A narcolepsia é um estado patológico que desencadeia acessos irresistíveis de sono a qualquer momento do dia. Em Fevereiro, as autoridades europeias tinham concluído que não havia dados suficientes para relacionar os casos de narcolepsia notificados em crianças e adolescentes com a vacina contra a gripe A.

 

Agora, o Comité de Medicamentos de Uso Humano da Agência Europeia recomendou que se evite administrar a vacina Pandemrix, que tem sido usada em Portugal, a pessoas com menos de 20 anos.

 

Esta vacina só deve ser dada a menores de 20 anos caso não esteja disponível a vacina da gripe sazonal e se a imunização contra o vírus da gripe A ainda for necessária, como no caso de pessoas com risco de complicações no decurso da infecção.

 

Contudo, a agência europeia mantém que a relação benefício-risco para a vacina mesmo em pessoas com menos de 20 anos continua positiva.

 

Os estudos epidemiológicos realizados na Finlândia e Suécia apontaram para uma ligação entre a vacinação com Pandemrix e a ocorrência de narcolepsia. Os resultados indicaram um risco seis a 13 vezes superior em crianças/adolescentes vacinados. Isto corresponderá, segundo a Agência Europeia, a um acréscimo de três a sete casos em cada 100 mil pessoas vacinadas.

 

O aumento do risco não foi, no entanto, verificado em adultos maiores de 20 anos.

 

A autoridade avisa que não foram ainda concluídos estudos epidemiológicos noutros países, além da Suécia e Finlândia.

 

A autoridade portuguesa do medicamento (Infarmed) refere que as pessoas vacinadas com Pandemrix que não tenham sintomas da narcolepsia não precisam de precauções especiais.
 
 

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