Dezenas de adolescentes em sofrimento mental

Projeto “+ Contigo”

30 setembro 2015
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O projeto “+ Contigo” já identificou adolescentes em sofrimento mental, tendo reencaminhado dezenas de alunos para um acompanhamento mais especializado.
 
Desenvolvido em 2009, o projeto “+ Contigo”, de prevenção de comportamentos suicidários e combate ao estigma da saúde mental nas escolas, tem sido gradualmente aplicado e já contemplou cerca de sete mil estudantes do 3.º ciclo e do ensino secundário.
 
Nas escolas, ao longo do ano letivo, os alunos têm sessões sobre temas tão variados como o estigma em saúde mental, a adolescência, estratégias de resolução de problemas e de melhoria da autoestima ou a sintomatologia depressiva.
 
Alguns alunos conseguem resolver os seus problemas com a ajuda das equipas presentes nas escolas, mas existem casos mais complicados que exigem o reencaminhamento para consultas personalizadas no exterior.
 
“Em média, um por cento dos alunos com quem trabalhamos é encaminhado para ter acompanhamento posterior, mais especializado”, disse à agência Lusa o coordenador do projeto José Carlos Santos, explicando que a solução pode passar por consultas nos centros de saúde ou de pedopsiquiatria. 
 
O projeto, que já envolveu cerca de sete mil alunos, terá detetado e reencaminhado cerca de 70 adolescentes em sofrimento mental.
 
Sem este programa, “a intervenção tornar-se-ia mais difícil e as consequências mais graves”, alertou o coordenador e professor na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra.
 
As situações mais habituais estão relacionadas com a crise económica e desemprego dos pais, disse José Carlos Santos, lembrando que o objetivo do "+ Contigo" é que os adolescentes não adoeçam do ponto de vista mental.
 
Os resultados do trabalho desenvolvido pelas equipas – compostas por profissionais de saúde das escolas e dos centros de saúde e ainda professores e auxiliares educativos – são animadores: “Todos os anos, tem sido um aspeto comum, temos melhorado a sintomatologia depressiva", explicou, fazendo uma comparação entre o estado dos alunos no início e no final do programa.
 
Desde 2011, quando começou a ser feito um acompanhamento sistemático dos problemas vivenciados pelos jovens, os pedidos de ajuda aumentaram, eventualmente porque aumentou também a sensibilização para a problemática.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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