Dexametasona reduz em 10% taxa de mortalidade por meningite bacteriana

Estudo publicado na revista “Neurology”

25 novembro 2010
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Um tratamento intravenoso com o anti-inflamatório dexametasona pode reduzir o risco de morte por meningite bacteriana, aponta um estudo publicado na revista “Neurology”.

 

"O uso deste tratamento em pessoas infectadas com meningite está sob debate, porque alguns estudos de grande escala mostraram que o tratamento era ineficaz", explicou, em comunicado de imprensa, o autor do estudo Diederik van de Beek, da Universidade de Amesterdão, Holanda. Contudo, o especialista sublinhou que os resultados do seu trabalho fornecem provas valiosas, sugerindo que a dexametasona é eficaz em casos de adultos com meningite bacteriana e deve continuar a ser usada.

 

Neste estudo, a equipa avaliou dados de 357 pessoas com mais de 16 anos que sofreram meningite pneumocócica entre 2006 e 2009. Destes doentes, 84 % receberam dexametasona por via intravenosa, antes de iniciaram a terapêutica com antibióticos. Estes dados foram depois comparados com um estudo anterior, realizado com 352 indivíduos tratados para a mesma doença entre 1998 e 2002, antes de a dexametasona ser administrada por rotina na meningite. Nesse estudo, apenas 3% das pessoas receberam dexametasona.

 

Os resultados mostram que o grupo de doentes que recebeu o anti-inflamatório apresentava uma taxa de mortalidade e de perda auditiva 10% mais baixa. Actualmente, as linhas de orientação norte-americanas recomendam a administração de dexametasona nos casos suspeitos de meningite bacteriana. Estima-se que cerca de 25 a 30% das pessoas morrem da doença.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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