Devolvida esperança a enfermeiras búlgaras presas na Líbia

Pena de morte é anulada

28 dezembro 2005
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O Supremo Tribunal da Líbia anulou esta semana a condenação à morte que pesava, desde 2004, sobre os cinco enfermeiras búlgaras e a um médico palestiniano, sentenciados à pena capital depois de acusados de infectar 426 crianças líbias com o vírus da sida no Hospital de Benghazi, 51 das quais morreram.
 

 

O Supremo "aceitou o recurso das enfermeiras búlgaras e ordenou que um novo processo tenha lugar no tribunal penal de Benghazi", anunciou o juiz presidente Ali al-Alous. O dossier deverá ser novamente examinado em Benghazi (nordeste de Tripoli), cidade onde o caso começou, a 16 de Fevereiro de 1999. Os condenados tinham recorrido da condenação também proferida em Benghazi, apoiando-se em peritos como o médico francês que descobriu o vírus Luc Montagnier, segundo os quais a epidemia de sida naquele hospital ter-se-á devido às más condições de higiene.
 

 

O advogado líbio das enfermeiras e do médico, Othmane al-Bizanti, disse, entretanto à imprensa internacional, que irá pedir a libertação dos clientes ao tribunal de Benghazi, havendo garantias de que os juízes serão diferentes dos que pronunciaram a pena de morte.
 

 

A televisão búlgara também adiantou que o primeiro-ministro Tony Blair, cujo país tem actualmente a presidência europeia, falara do caso das enfermeiras com o dirigente líbio Muammar Kadhafi. Detidos há quase sete anos, os seis acusados dizem-se inocentes e obtiveram também o apoio dos EUA.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

 

 

 

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