Detector de mentiras tem novo substituto

Imagiologia por Ressonância Magnética poderá ser mais eficaz

03 dezembro 2004
  |  Partilhar:

 As imagens do cérebro de uma pessoa são diferentes quando ela está a mentir ou a dizer a verdade, o que poderá significar o princípio do fim dos detectores de mentiras, disseram investigadores norte-americanos.«É possível que haja zonas do cérebro especializadas em enganar e elas poderiam ser medidas» através de Imagiologia por Ressonância Magnética (IRM), disse, em conferência de imprensa, Scott Faro, director do centro de IRM da Faculdade de Medicina de Temple, em Filadélfia.E da mesma forma que há zonas «de engano», acrescentou, também «poderá haver zonas especializadas e únicas do cérebro encarregadas da verdade».A existência destes centros especializados no cérebro foi o principal resultado de um estudo com dez voluntários a quem foi pedido que mentissem sobre o uso de uma arma. A outros três foi pedido que dissessem a verdade. Todos foram ligados a um detector de mentiras ao mesmo tempo que eram submetidos a ressonância magnética.Segundo o investigador, que intervinha num Congresso da Sociedade Americana de Radiologia, em Chicago, foram notórias as diferenças entre quem mentia e quem dizia a verdade. «Descobrimos sete zonas de activação da mentira e quatro áreas da verdade», afirmou. A maior actividade da «mentira» ocorreu na zona frontal do cérebro, especialmente na média inferior e central, tal como no hipotálamo e nas regiões médio-temporais. Pelo contrário, quando o indivíduo dizia verdade notava-se uma actividade maior no lóbulo frontal e no temporal, explicou.Fonte: Lusa

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.