Deteção precoce da meningite

Estudo publicado no “The Pediatric Infectious Disease Journal”

05 novembro 2013
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Investigadores americanos descobriram um método mais preciso para o rastreio precoce das infeções meningocócicas, dá conta um estudo publicado no “The Pediatric Infectious Disease Journal”.
 

Apesar da infeção meningocócica ser relativamente rara, esta á uma doença devastadora, a qual mata 15% dados indivíduos infetados. Na maioria das vezes esta infeção causa complicações graves aos sobreviventes, como danos cerebrais e perda de audição. Os membros de alguns pacientes têm também de ser amputados devido aos danos severos ocorridos nas extremidades dos tecidos.
 

Uma vez que este tipo de infeção tem uma progressão muito rápida, entre oito a doze horas, o tratamento imediato é decisivo. Alguns pacientes podem morrer entre 12 a 14 horas após o início dos sintomas, que podem incluir febre súbita e elevada, dores de cabeça severas, rigidez na nuca e confusão mental. Metade dos pacientes apresenta também erupções cutâneas.

 

Um dos autores do estudo, Michael Cooperstock, explicou que o diagnóstico da maioria das infeções bacterianas se baseia no aumento do número total de leucócitos, isto porque o aumento deste tipo de células é um indicador da inflamação aguda associada à infeção.
 

Contudo, neste estudo os investigadores da Escola de Medicina da Universidade de Missouri, nos EUA, constataram que em 33% dos 216 casos de meningite analisados, a contagem de leucócitos era normal. Após terem analisado mais cuidadosamente as amostras de sangue, os investigadores encontraram um melhor indicador da infeção, um tipo de leucócitos conhecidos por neutrófilos. Foianalisado o número total de neutrófilos, o número de neutrófilos imaturos, bem como a razão entre estes dois tipos de células
 

O estudo apurou que cerca de 94% dos pacientes apresentavam valores anormais nestas três contagens, o que era indicador da presença de uma infeção grave. Contudo, a análise isolada do número total de neutrófilos indicava que a infeção não estava presente em 30% destes casos.
 

Os neutrófilos são o tipo de leucócitos mais abundante. Estas células fazem parte da primeira linha de defesa no combate à infeção, especialmente das bacterianas. “Os médicos devem ter em conta não só o número total de leucócitos, como também o número total de neutrófilos e a razão entre o número de neutrófilos imaturos e o número total destas células. Caso um destes três indicadores esteja fora de uma determinada gama de valores, há a possibilidade de o paciente ter uma infeção bacteriana séria, incluindo doença meningocócica”, referiu o investigador.
 

Michael Cooperstock acrescenta ainda que embora a contagem de leucócitos, procedimento existente nos hospitais e clínicas, seja mais rápida, não é capaz de aferir o número de neutrófilos imaturos e pode por isso fornecer um diagnóstico errado.  
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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