Desvendado processo de formação de costelas

Investigação portuguesa publicada na revista “Developmental Cell”

03 maio 2010
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A formação das costelas não é um processo passivo mas antes resultado da actividade de uma classe específica de genes, segundo um estudo do Instituto Gulbenkian de Ciência, publicado na revista científica “Developmental Cell”.

 

Esta descoberta explica por que motivo o número de costelas não é igual em todos os animais vertebrados.

 

Neste estudo, os investigadores, liderados por Moisés Mallo, criaram ratinhos com costelas excedentárias e verificaram que, contrariamente ao que se pensava, a formação das costelas não é um processo passivo mas antes requer a actividade dos genes Hox.

 

Até aqui, os investigadores acreditavam que a região sem costelas do embrião de ratinho resultava da acção inibitória dos genes Hox10, uma vez que, em estudos anteriores, os roedores que apresentavam os genes Hox10 inactivos desenvolveram costelas excedentárias.

 

Contudo, ao forçar a activação de uma outra classe de genes Hox (Hox6) na zona que dá origem à região lombar (sem costelas), conseguiram também produzir ratinhos com costelas excedentárias, tanto na região cervical como a seguir à caixa torácica, até à cauda, formando um esqueleto que lembra o de uma cobra.

 

Os investigadores levaram o estudo ainda mais longe e acabaram por acrescentar mais dados. "As nossas descobertas revelam um processo mais complexo do que imaginávamos, mas que faz todo o sentido do ponto de vista evolutivo e funcional: não faz sentido fazer costelas sem músculos, por isso a produção de costelas e dos músculos associados no embrião está sob o controlo dum mecanismo único e minuciosamente coordenado", salientou o líder da investigação, em entrevista à agência Lusa.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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