Desvendado mecanismo chave implicado na dor neuropática

Estudo em ratinhos lança resultados promissores

01 fevereiro 2006
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Investigadores canadianos descobriram uma proteína que desempenha um papel importante nas dores crónicas subsequentes a lesões de nervos, acidentais ou ligadas a doenças como a diabetes, zona ou cancro.
 

 

Esta descoberta, publicada na revista Nature, abre caminho ao desenvolvimento de novos diagnósticos e tratamentos eficazes desta forma crónica de dor neurológica ("dor neuropática"), que algumas vezes medicamentos como a morfina não conseguem aliviar.
 

 

Sabia-se que a primeira etapa deste processo doloroso ao nível dos nervos periféricos passava pela activação de células, designadas por micróglias, mas ignorava-se como é que estas células comunicavam com os neurónios. Uma equipa de investigadores dirigida por Yves De Koninck, da Université Laval, do Quebeque (Canadá), mostrou que as células microgliais, ao serem activadas, segregam e libertam uma proteína ou sinal químico, chamado BDNF, que altera as propriedades dos neurónios da dor na espinal-medula.
 

 

A injecção desta proteína BDNF na espinal-medula de ratinhos normais desencadeou uma alodinia, ou seja, uma dor causada por um estímulo que normalmente não a provoca, como por exemplo uma carícia. Os investigadores procederam depois a manipulações para bloquear ou interceptar esta mensagem, a proteína BDNF, expedida pela micróglia até aos nervos feridos e conseguiram suprimir este excesso de sensibilidade dolorosa, a alodinia.
 

 

Fonte: Lusa
 

MNI-Médicos Na Internet
 

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