Desfibrilhadores podem ser menos eficazes em mulheres

Estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”

21 setembro 2009
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Os desfibrilhadores implantáveis, usados em pacientes com insuficiência cardíaca grave, são menos eficazes em mulheres do que em homens, sugere um estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”.

 

Estes aparelhos são usados para detectarem as arritmias cardíacas e emitirem choques que recuperam o batimento regular. Mas um estudo, liderado por Christian Machado do Providence Hospital, em Michigan, EUA, revelou que, ao contrário dos homens, em que os resultados são bastante expressivos, as mulheres com insuficiência cardíaca grave parecem não obter os mesmos benefícios.

 

Os pacientes com insuficiência cardíaca têm uma probabilidade entre seis a nove vezes maior do que as pessoas sem a doença de sofrerem paragens cardíacas repentinas.

 

Nesta metanálise foram avaliados vários estudos clínicos realizados entre 1950 e 2008. De acordo com os investigadores, entre 70 a 80% dos pacientes desses estudos eram homens. Em cinco estudos com 934 mulheres com insuficiência cardíaca avançada, nenhum deles mostrou uma redução significativa na mortalidade das pacientes que usavam o desfibrilhador implantável quando comparadas com as que apenas tomavam medicação. Já entre os 3.810 homens avaliados nos estudos, houve uma redução significativa na mortalidade com o uso do desfibrilhador.

 

Os investigadores alertam para a necessidade de serem realizados estudos com o mesmo número de pessoas dos dois sexos para que se possa analisar, de facto, a eficácia do aparelho em relação ao género.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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