Desequilíbrios nutricionais e desenvolvimento de doenças crónicas

Congresso Mundial de Nutrição e Saúde Pública

18 novembro 2014
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Os desequilíbrios nutricionais são a principal causa de desenvolvimento prematuro de doenças crónicas e degenerativas da atualidade, esta é uma das conclusões do Congresso Mundial de Nutrição e Saúde Pública que ocorreu entre 9 e 12 de Novembro, em Espanha.
 

De acordo com a chefe do Departamento de Nutrição Clínica do Hospital Universitário La Paz, Carmen Gómez Candela, as mudanças experimentadas no estilo de vida contemporâneo provocaram um aumento da prevalência de muitas doenças crónicas, como a obesidade, a diabetes ou a síndrome metabólica, que levaram em última instância, a um aumento da morbilidade e mortalidade cardiovascular ". No entanto, o açúcar tem uma má reputação talvez imerecida.
 

No comunicado enviado à Alert é referido que a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) defende que a ingestão de hidratos de carbono deve representar entre 45 e 60% da energia para adultos e crianças saudáveis com mais de um ano de idade. Assim, este tipo de alimentos é essencial para o desenvolvimento da criança e da atividade diária do adulto, mas também para a aplicação de dietas.
 

“O papel do açúcar no desenvolvimento da obesidade é muito controverso. Apesar da publicação de numerosos estudos sobre este tema nos últimos anos, ainda há muitas incertezas sobre o papel que as dietas ricas em açúcar têm no aumento da incidência de obesidade. Não há nenhuma evidência confiável que o açúcar afeta a obesidade mais do que qualquer outro macronutriente. As mudanças no peso corporal acontecem com qualquer mudança alimentar que produza um défice energético”, referiu a Carmen Gómez Candela.
 

Relativamente à utilização de adoçantes não-calóricos como substitutos da totalidade ou parte do açúcar nos alimentos e bebidas, estes tiveram um maior crescimento nos últimos 35 anos. "Além disso, a substituição de açúcar por adoçantes de baixas calorias cria uma falsa sensação de segurança que encoraja um comportamento contraproducente”, acrescentou.
 

De acordo com a especialista, ainda não está demonstrado que o consumo de açúcar tenha uma relação direta com doenças cancerígenas e cardiovasculares, uma vez que existem outros fatores de risco mais determinantes como o sal, a gordura, o stresse ou a falta de exercício físico, de acordo com a especialista.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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