Desenvolvimento de próteses mais confortáveis

Empresa de Coimbra integra consórcio europeu

06 fevereiro 2015
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O desenvolvimento de uma técnica inovadora que permitirá “desenhar e conceber rapidamente” próteses mais confortáveis para membros inferiores amputados por um consórcio europeu vai contar com uma empresa de Coimbra.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, o projeto SocketMaster, apoiado pela Comissão Europeia com quatro milhões de euros, permitirá o fabrico de “uma prótese com elevada qualidade, otimizada e com um encaixe perfeito”, e a sua produção será “menos dependente da competência” de cada profissional protético.
 

“O grande objetivo é tornar a prótese mais confortável para o amputado e diminuir o tempo de fabrico”, disse à agência Lusa Carlos Alcobia, docente do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra e um dos fundadores da empresa Sensing Future Technologies.
 

O projeto em que participa a empresa de Coimbra arrancou esta semana e inclui a realização de mais de 50 ensaios clínicos, com o objetivo de desenvolver “uma nova técnica de ‘design’ e fabrico rápido de próteses otimizadas” para membros inferiores.
 

Com instalações no Instituto Pedro Nunes (IPN), a Sensing Future desenvolve dispositivos médicos que resultam da aplicação à saúde de conhecimentos na área das engenharias. Os trabalhos decorrerão ao longo dos próximos três anos, com cinco profissionais da start-up portuguesa envolvidos na “realização dos testes de hardware e softwaredo sistema”, referiu Carlos Alcobia.
 

A proposta apresentada à Comissão Europeia obteve uma classificação de 14,5 pontos em 15, com duas pontuações máximas nos itens de “Excelência do consórcio” e “Impacto”.
 

“Trata-se de um projeto ambicioso que promete fornecer aos amputados próteses otimizadas e que podem ser concebidas e fabricadas num curto espaço de tempo”, de acordo com o IPN, realçando que, nos países desenvolvidos, “mais de 90% dos amputados alcançam a sua mobilidade” através do uso de próteses.
 

Assim, o projeto SocketMaster aposta numa “melhor qualidade de vida para o utilizador de prótese”, cujo conforto “é uma questão crucial” para os fabricantes e os prestadores de cuidados de saúde.
 

A nova técnica passa por “integrar diversos microssensores numa meia, que ajudará o profissional protético a desenhar e conceber rapidamente” as próteses para membros inferiores.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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