Desenvolvimento de óvulos induzido em mulheres inférteis

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

03 outubro 2013
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Investigadores desenvolveram uma técnica, denominada por ativação in vitro, capaz de induzir os ovários de algumas mulheres inférteis a produzir óvulos, dá conta um estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 

As mulheres nascem com cerca de 800.000 pequenos folículos primordiais. A maioria permanece dormente e apenas 1000 começam a crescer, para todos os meses um deles atingir a maturidade e produzir um óvulo a cada ciclo menstrual. Não se sabe ao certo como estes folículos são selecionados para se desenvolverem, ou porque deixam de se desenvolver nas mulheres com insuficiência ovárica primordial.
 

Estudos anteriores indicaram que estas mulheres têm folículos primordiais e secundários muito pequenos e apesar de entrarem na menopausa cedo, antes dos 40, podem ser tratadas, explicou um dos autores do estudo, Aaron Hsueh, da Universidade de Stanford, nos EUA.
 

O líder do estudo Kazuhiro Kawamura da Universidade de St. Marianna, no Japão, acrescentou que para as pacientes com insuficiência ovárica primária, a única forma de terem um bebé é através da doação de óvulos. Contudo, estas pacientes estão ansiosas de encontrar uma forma de ficarem grávidas com os seus óvulos. Com este tipo de tratamento encontrado, os autores do estudo foram capazes de acordar alguns dos folículos primordiais e consequentemente estimular a produção de óvulos.
 

Para o estudo, os investigadores começaram por remover os ovários de 27 mulheres com insuficiência ovárica primária, tendo verificado que cerca de 13 das pacientes tinham folículos residuais. Os ovários foram fragmentados e tratados para induzir o crescimento de folículos e reimplantados perto dos tubos de Falópio. Em oito das pacientes os folículos cresceram e foram tratados com hormonas para estimular a ovulação. Cinco das participantes desenvolveram óvulos maduros, os quais foram colhidos e submetidos à fertilização in vitro. Uma das mulheres deu à luz um bebé saudável e outra encontra-se grávida.
 

Após o sucesso obtido com esta técnica, os investigadores estão já a planear novos estudos de forma a averiguar se a ativação in vitro pode também ajudar as mulheres com menopausa precoce causada pela quimioterapia ou radiação e mulheres com 40 a 45 anos que são inférteis.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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