Desenvolvimento cerebral afetado por segunda língua

Estudo publicado na revista “Brain and Language”

06 setembro 2013
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A idade a que uma criança aprende uma segunda língua pode alterar a estrutura do seu cérebro na idade adulta, de acordo com um estudo publicado na revista “Brain and Language”.
 

A maioria das pessoas aprende a falar uma segunda língua ao longo da sua vida. Muito fazem-nos com um elevado grau de conhecimento, particularmente quando aprendem as duas línguas simultaneamente ou precocemente.
 

Para o estudo os investigadores das Universidades de McGill e de Oxford, no Reino Unido, submeteram 66 indivíduos bilingues e 22 monolingues a ressonâncias magnéticas. Foi verificado que o padrão desenvolvimento era similar para aqueles que tinham aprendido uma ou duas línguas desde o nascimento. No entanto, a aprendizagem da segunda língua mais tarde na infância, após as crianças terem ganho um elevado grau de conhecimento na língua nativa, modificou de facto a estrutura cerebral especificamente o córtex frontal inferior.
 

Os autores do estudo explicam que esta região do cérbero é constituída por uma multicamada de neurónios que desempenha um papel importante nas funções cognitivas, como o raciocínio, linguagem, consciência e memória. Foi verificado que o córtex frontal inferior esquerdo do cérebro tornou-se mais espesso enquanto o direito se tornou mais fino.
 

O estudo sugere que a aprendizagem de uma segunda língua após a infância estimula o crescimento neuronal e as conexões entre os neurónios observada também na aquisição de capacidades motoras complexas, como o malabarismo. Os autores do estudo especulam que a dificuldade que algumas pessoas têm em aprender uma segunda língua mais tarde na vida poderá ser explicada ao nível estrutural.
 

“Quanto mais tarde a segunda língua é adquirida maiores são as alterações no córtex inferior frontal. Os nossos resultados sugerem que a idade de aquisição é crucial no estabelecimento da estrutura da aprendizagem da linguagem”, conclui, uma das autoras do estudo, Denise Klein.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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