Desenvolvidos ambientes inteligentes e adaptáveis ao ser humano

Projeto coordenado pelo Instituto Politécnico do Porto

31 agosto 2016
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Um projeto internacional coordenado pelos investigadores do Instituto Politécnico do Porto (IPP) está a desenvolver sistemas de ambientes inteligentes personalizados e adaptáveis ao ser humano e ao contexto, na área da saúde, agroalimentar e da tomada de decisão.

 

O projeto “EKRUCAmI” (“Europe-Korea Research on Ubiquitous Computing and Ambient Intelligence”), liderado por Carlos Ramos, tem como objetivo desenvolver sistemas inteligentes, cujos dispositivos, espalhados em vários locais, interagem com o ser humano, de "forma perspicaz e discreta".
 

De acordo com o coordenador, para um ambiente ser considerado inteligente, tem que ajudar na interpretação da situação em que está inserido, representar a informação e o conhecimento relacionado com o local e com o contexto, bem como modelar, simular e representar as entidades envolvidas.
 

Na área da saúde, estes sistemas podem ser utilizados para acompanhar, por exemplo, idosos que vivem sozinhos e que necessitam de controlo, recolhendo informação através de sensores. Dessa forma, é possível detetar quando têm uma queda ou se estão parados no mesmo local muito tempo, entre outras situações.
 

Estes ambientes inteligentes estão associados a um sistema de irrigação (setor agroalimentar). A sua atuação pode depender de fatores que são detetados por sensores de temperatura e de humidade, mas também podem usar a previsão do tempo, economizando, desta forma, recursos.
 

Na área da tomada de decisão em grupo, estes sistemas inteligentes atuam no sentido de apoiar os elementos nos processos de decisão coletiva, com recurso a um conjunto de ferramentas adaptadas ao utilizador.
 

"A lógica do ambiente inteligente não é usar uma série de sensores e atuadores que substituam o ser humano, mas sim admitir que o ser humano existe, que está num determinado local, e que a tecnologia aí embutida vai interagir com o mesmo, de forma adaptada e contextualizada, mas não obstrutiva", referiu à agência Lusa Carlos Ramos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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