Desenvolvidos adesivos com microagulhas

Estudo publicado na “Nature Communications”

19 abril 2013
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Investigadores americanos desenvolveram um adesivo com microagulhas capaz de manter eficazmente os enxertos de pele nas feridas, dá conta um estudo publicado na revista “Nature Communications”.
 

Os investigadores do Brigham and Women's Hospital, nos EUA, criaram estas microagulhas inspiradas num verme com espinhos, o Pomphorhynchus laevis, que vive nos intestinos dos seus hospedeiros.
 

Inspirados no mecanismo de adesão utilizado pelo verme os investigadores, liderados por Jeffrey Karp, desenvolveram um adesivo que mecanicamente se entrelaça com o tecido através de microagulhas. As suas pontas aumentam de volume através de um mecanismo à base de água, que é rápido e reversível. “A força de aderência das pontas das microagulhas é cerca de três vezes superior aos agrafos cirúrgicos utilizados na fixação de enxertos”, referiu, em comunicado de imprensa, o principal autor do estudo, Seung Yun Yang.
 

Os investigadores explicam que as agulhas em forma de cone são constituídas por um núcleo não dilatável de plástico rígido e por uma ponta rígida que aumenta de volume em contacto com a água. As microagulhas são capazes de, com pouca força, penetrar eficazmente nos tecidos, bem como manter o contato contínuo, sem causar danos nos tecidos, proporcionando uma elevada força de aderência.
 

“Esta forma única permite que as agulhas se liguem aos tecidos, causando poucos danos. Adicionalmente, no momento da remoção do adesivo e em comparação com os agrafos, há menos trauma infligido nos tecidos, sangue e nervos, assim como um menor risco de infeção”, explicou Jeffrey Karp.
 

Estes adesivos podem um dia ser uma alternativa aos agrafos propícios à infeção utilizados nas cirurgias para fixar os enxertos de pele em pacientes com feridas graves, resultantes de queimaduras, infeção, cancro e outros traumas.
 

De acordo com os autores do estudo, esta abordagem também poderá ser utilizada na administração de proteínas terapêuticas e, tendo em conta a sua capacidade de aderência aos tecidos húmidos, pode ser igualmente aplicada durante os procedimentos cirúrgicos internos.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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