Desenvolvidos “mini-rins” a partir de células estaminais

Estudo publicado na revista “Nature Cell Biology”

20 novembro 2013
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Investigadores americanos e espanhóis criaram, pela primeira vez, estruturas de rins tridimensionais, denominadas por mini-rins. O estudo publicado na revista “Nature Cell Biology” pode ajudar no estudo das doenças que afetam os rins e no desenvolvimento de novos fármacos.
 

As doenças que afetam os rins representam um dos principais problemas de saúde, ainda não resolvido, em todo o mundo. Uma vez danificados por alguma doença, os rins raramente recuperam a sua função, sendo realmente urgente perceber melhor o seu desenvolvimento e biologia.
 

Estudos anteriores já tinham criado percursores das células dos rins utilizando células estaminais, mas esta foi a primeira vez que uma estrutura tridimensional semelhante à encontrada nos nossos rins foi criada. Neste estudo, a equipa de investigadores liderada pelos cientistas do Salk Institute for Biological Studies, nos EUA; demonstrou pela primeira vez que as células estaminais pluripotentes, capazes de se diferenciarem em várias células e tecidos, podem-se diferenciar em células similares às encontradas no broto ureteral, uma estrutura inicial do desenvolvimento dos rins, e posteriormente em estruturas tridimensionais.
 

Após terem gerado células estaminais pluripotentes induzidas e as terem diferenciado em mesoderme, uma camada de células germinativas a partir da qual os rins se desenvolvem, os investigadores utilizaram fatores de crescimento que são importantes no desenvolvimento dos rins para cultivar tanto as células estaminais pluripotentes induzidas, como as células estaminais embrionárias.
 

A combinação de sinais proveniente destes fatores de crescimento, moléculas que ”guiam” a diferenciação das células estaminais em tecidos específicos, foi suficiente para a células se diferenciarem e apresentaram características claras de células renais, em quatro dias.
 

Estas células foram posteriormente cultivadas com células dos rins de ratinho para que estas se diferenciassem em estruturas similares às encontradas no broto ureteral.
 

Os investigadores testaram este protocolo de diferenciação em células estaminais pluripotentes induzidas de pacientes diagnosticados com doença renal policística, uma condição que pode diminuir a função e insuficiência renal. Os investigadores verificaram que esta metodologia poderia produzir estruturas renais provenientes das células dos pacientes.
 

As nossas estratégias de diferenciação representam uma viragem na modelação da doença e na descoberta de novos fármacos ", conclui o principal autor do estudo, Ignacio Sancho-Martinez.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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