Desenvolvido tratamento inovador para desobstrução das artérias coronárias

Prótese dissolve-se no organismo

11 junho 2012
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O Hospital de Santa Cruz em Lisboa está a utilizar um tratamento inovador para desobstrução das artérias coronárias, uma prótese que é eliminada pelo organismo sem necessidade de um implante metálico permanente, referiu à agência Lusa um especialista.

 

O Serviço de Cardiologia de Intervenção do hospital faz parte de um ensaio clínico que envolve a participação de mais de 500 doentes em toda a Europa e lança uma técnica pioneira em Portugal: a prótese coronária bioabsorvível para tratar a doença arterial obstrutiva crónica, a principal causa de morte em Portugal e no mundo.

 

Ao contrário dos dispositivos anteriores, que permanecem nas artérias após o restabelecimento do fluxo sanguíneo, esta prótese dissolve-se no organismo.

 

“É considerada a terceira revolução no tratamento por angioplastia da doença aterosclerótica coronária”, revelou à agência Lusa o diretor do serviço e coordenador do estudo.

 

É um dispositivo pioneiro “feito de um produto semelhante ao açúcar, que se mantém dentro da artéria durante dois anos”. Ao fim desse tempo, é “totalmente reabsorvido [pelo organismo] e desaparece”, explicou Manuel Almeida.

 

A decomposição da prótese traz benefícios no tratamento das artérias obstruídas, pois permite que os vasos recuperem os movimentos naturais de dilatação e contração.

 

A prótese permite “regenerar” a artéria e pode ter várias vantagens: “uma delas é que o doente não precisa de tomar anticoagulantes durante muito tempo, o que reduz o risco hemorrágico”.

 

Também permite que o doente possa suspender sem riscos a medicação caso necessite de ser operado. Outra vantagem é que a restituição da integridade da artéria permite que o prognóstico do doente melhore a longo prazo.

 

Atualmente, esta prótese só é aplicada às artérias do coração, mas os especialistas estão convictos de que, a breve prazo, possa ser aplicada noutras artérias do corpo, nomeadamente nas pernas.

 

No entanto, nem todos os doentes podem ser sujeitos a este tratamento porque “o dispositivo ainda tem algumas limitações”.
“Só as obstruções mais simples é que, neste momento, podem ser tratadas com este dispositivo. As obstruções mais complexas, mais calcificadas, têm de ser tratadas com os dispositivos mais antigos porque, sendo de metal, oferecem mais resistência”, explicou o cardiologista.

 

Sobre o ensaio em que o hospital participa, o especialista explicou que se trata de um estudo internacional que selecionou um pequeno grupo de hospitais para participar.

 

“Não é um estudo de segurança, porque esta já foi provada, é um estudo de eficácia, que pretende avaliar, qualificar ou quantificar este novo dispositivo”, disse Manuel Almeida, adiantando que os doentes vão ser seguidos durante três anos.
A doença arterial coronária ocorre quando as artérias que fornecem sangue ao coração ficam obstruídas devido à instalação de colesterol ou outros depósitos de gordura.

 

Além de ser “a doença que mais mata em Portugal”, o acidente vascular cerebral traz “consequências devastadoras para os doentes porque deixa limitações muito significativas para a sua qualidade de vida”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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ESTUDOS SOBRE DESOBSTRUÇÃO DE ARTÉRIAS.

Este artigo abre uma nova janela de esperança para os portadores de doenças crônicas nas artérias que não só do coração. Espero que em curto prazo de tempo, se materializem as pesquisas e possam ser adotadas nos mais variados casos.

DESOBSTRUÇÃO DE ARTÉRIAS

Artigo super interessante e de grande valia para quem tem artérias obstruídas, por placas de cordura.

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