Desenvolvido teste cutâneo para as doenças de Alzheimer e Parkinson

Estudo apresentado na reunião da Academia Americana de Neurologia

27 fevereiro 2015
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Investigadores mexicanos desenvolveram um teste cutâneo que fornece mais informação sobre a doença de Alzheimer e Parkinson, dá conta um estudo apresentado na reunião anual da Academia Americana de Neurologia.
 

O estudo realizado pelos investigadores da Universidade de San Luis Potosi, no México, demonstrou que as biópsias da pele podem ser utilizadas para detetar níveis elevados de proteínas anormais que se encontram presentes nas duas doenças.
 

“Até à data, a confirmação patológica não era possível sem uma biópsia ao cérebro, então estas doenças passavam despercebidas até terem progredido. Colocámos a hipótese que, uma vez que a pele tem a mesma origem que o tecido cerebral no embrião, talvez apresentassem as mesmas proteínas anormais”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Ildefonso Rodriguez-Leyva.
 

O investigador acredita que este teste pode funcionar como um potencial biomarcador que permitirá aos médicos identificarem e diagnosticarem estas doenças precocemente.
 

Para o estudo, os investigadores colheram biópsias de 20 indivíduos com doença de Alzheimer, 16 com doença de Parkinson, 17 com demência causada por outras condições e 12 indivíduos saudáveis.
 

Os investigadores apuraram que, comparativamente com os pacientes saudáveis e aqueles em que a demência tinha sido causada por outras condições, os que tinham doença de Alzheimer e Parkinson tinham níveis sete vezes mais elevados de proteína tau. Os pacientes com doença de Parkinson também tinham níveis oito vezes mais elevados da proteína alfa-sinucleína comparativamente com o grupo controlo saudável.
 

Na opinião dos investigadores são necessários mais estudos para confirmar estes resultados, mas estes achados são muito interessantes uma vez que se pode potencialmente começar a utilizar biópsias da pele de pacientes vivos para estudar e aprender mais sobre estas doenças.
 

“Este procedimento pode ser utilizado não só na doença de Alzheimer e Parkinson, mas também noutras doenças neurodegenerativas”, conclui Ildefonso Rodriguez-Leyva.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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