Desenvolvido simulador de treinos de obstetrícia

Simulador desenvolvido pelo Instituto de Engenharia Biomédica do Porto

12 fevereiro 2014
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O Instituto de Engenharia Biomédica do Porto (INEB) apresentou, em congresso mundial, um simulador de treinos de obstetrícia, desenvolvido por uma equipa daquela instituição e em fase de comercialização.
 

O projeto resultou de uma parceria com a empresa canadiana CAE Healthcare, produtora dos simuladores de voo da Boeing e da Airbus.
 

Uma fonte do INEB disse à agência Lusa que, com a apresentação pública, o simulador passou a estar comercialmente disponível, representando, por isso, mais “um exemplo da capacidade de transferência de conhecimento entre a academia portuguesa e a indústria do setor”.
 

O coordenador da equipa do INEB, Diogo Ayres de Campos, esclareceu que “a empresa tem financiado a investigação necessária ao desenvolvimento do software do simulador” e que agora, com a comercialização do equipamento, o contrato estabelecido “prevê um pagamento pelos direitos de propriedade intelectual”.
 

O investigador referiu que a responsabilidade da equipa portuguesa esteve “no desenvolvimento do software do simulador, no desenho dos cenários médicos de treino e em toda validação clínica do equipamento”, enquanto a empresa canadiana teve a seu cargo a produção do manequim e, a partir de agora, a comercialização do simulador.
 

“O equipamento é constituído por manequins interativos, incluindo parturiente e feto com simulação da passagem através do canal de parto, da respiração e voz maternas, bem como dos sinais vitais da mãe e do feto. Os equipamentos médicos de monitorização são integrados no simulador para aumentar o realismo do treino”, disse Diogo Ayres de Campos.
 

De acordo com o investigador e professor da Faculdade de Medicina do Porto, o simulador destina-se “à formação avançada de equipas hospitalares na resposta a complicações agudas da gravidez e do parto. A raridade de algumas destas complicações dificulta a acumulação de experiência na sua resolução, sendo necessário recorrer ao treino regular com simuladores para manter uma capacidade de resposta otimizada”.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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