Desenvolvido selo eletrónico de monitorização de saúde

Estudo publicado na “Science”

08 abril 2014
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A utilização de pulseiras ou dispositivos para monitorização da saúde poderão ser em breve tecnologia do passado. Foi desenvolvido um selo eletrónico que adere à pele e que é tão eficaz como aqueles dispositivos.
 

Esta inovação clínica foi desenvolvida por uma equipa de cientistas e engenheiros liderados por John A. Rogers, professor na University of Illinois, EUA, e Yonggang Huang, professor na Northwestern University, EUA.
 

O sofisticado dispositivo foi construído com materiais eletrónicos sofisticados, é ultra fino, possui componentes minúsculos, adere à pele e molda-se à mesma. O dispositivo pode monitorizar a saúde do portador de forma permanente sem interferir com a sua atividade quotidiana. Outra vantagem deste minúsculo selo é o facto de ter um custo acessível, já que são utilizados componentes e materiais que já existem, não sendo necessário produzir nada por medida.
 

O selo é constituído por um compartimento fino e elástico, preenchido por um fluido. Dentro do fluido encontram-se suspensos minúsculos circuitos, sensores e baterias, que estão ligados a suportes minúsculos, permitindo ao selo uma enorme fluidez de movimento e elasticidade. Os cabos que ligam os componentes dobram-se como se fossem origamis, permitindo ao dispositivo dobrar-se e esticar-se na pele em todas as direções sem causar qualquer dano.
 

“É suave como a pele humana e pode movimentar-se juntamente com o corpo mas, ao mesmo tempo, possui muitas funções de monitorização diferentes. O que é muito importante sobre este dispositivo é o facto de funcionar sem cabos e poder enviar dados de alta qualidade sobre o organismo humano para um computador, em tempo real”, explicou John A. Rogers.
 

Testes comparativos efetuados com monitorizadores de atividade cardíaca tradicionais e de eletroencefalografia demonstraram que estes selos revelaram uma atividade com uma qualidade semelhante à dos sensores convencionais. O fator conforto é igualmente importante. Em testes de sono ou de stress, por exemplo, o paciente deve poder movimentar-se e ter um comportamento natural. Este dispositivo é também ideal para peles frágeis como as dos bebés recém-nascidos, por exemplo.
 

A equipa que desenvolveu este selo considera ainda que um dispositivo que se pode colocar sobre a pele é mais eficiente do que as convencionais pulseiras ou dispositivos de por à cintura: “ Algum movimento causa muito barulho de fundo. Com dispositivos que se podem colocar sobre a pele e a possibilidade de os pôr em diferentes partes do corpo, pode-se obter muito mais e melhor informação do que seria possível com dispositivos que não estão bem adaptados à pele”, esclareceu ainda John A. Rodgers.
 

Finalmente, os investigadores esperam ainda que estes selos ajudem a detetar problemas mesmo antes do portador se aperceber dos mesmos. Um bom exemplo será a doença de Parkinson, em que o dispositivo poderá detetar movimentos associados à doença.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.
 

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