Desenvolvido pacemaker biológico

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

22 julho 2014
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Investigadores americanos desenvolveram um procedimento genético minimamente invasivo para tratar doenças do ritmo cardíaco através da transformação de células do músculo cardíaco num pacemaker biológico, dá conta um estudo publicado na “Science Translational Medicine”.
 

Realizado pelos investigadores do Instituto de Cardiologia de Cedars-Sinai, nos EUA, estes resultados são o culminar de 12 anos de investigação, a qual teve como objetivo desenvolver tratamentos biológicos para pacientes com distúrbios do ritmo cardíaco e que atualmente são tratados com pacemakers cirurgicamente implantados.  
 

“Pela primeira vez fomos capazes de criar um pacemaker biológico através da utilização de métodos minimamente invasivos e demonstrámos que este pacemaker apoia as necessidades diárias”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Eduardo Marbán.
 

Neste estudo os investigadores injetaram porcos com bloqueio cardíaco completo com um gene denominado por TBX18. No dia seguinte à realização deste processo minimamente invasivo, foi observado que os animais injetados com o gene tinham batimentos cardíacos mais rápidos que os porcos incluídos no grupo de controlo. Estes batimentos mais fortes persistiram ao longo dos 14 dias de estudo.
 

Inicialmente os investigadores acreditavam que estas células do pacemaker biológico poderiam funcionar como uma terapia temporária para os pacientes que tinham uma infeção no pacemaker implantado. Contudo, estes resultados demostraram que talvez seja possível desenvolver um tratamento biológico de longa duração.
 

Os investigadores acreditam que daqui a três anos este procedimento pode estar a ser alvo de ensaios clínicos humanos. Adicionalmente, estas células de pacemaker podem também ajudar os bebés com bloqueios congénitos do coração.
 

Um dos autores do estudo, Eugenio Cingolani, explica que os bebés que ainda se encontram no útero da mãe não podem utilizar pacemaker, “contudo esperamos trabalhar com especialistas em medicina fetal de forma a criar um tratamento para os bebés diagnosticados com bloqueio congénito cardíaco. Um dia talvez seja possível salvar vidas através da injeção de genes”, concluiu.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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