Desenvolvido novo tratamento para a clamídia

Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

11 fevereiro 2019
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Uma equipa de investigadores desenvolveu uma nova forma de tratamento e de prevenção da clamídia, a infeção bacteriana mais transmitida sexualmente no mundo.
 
O novo tratamento, que foi criado por uma equipa de investigadores da Universidade de Waterloo, Reino Unido, é um tipo de terapia genética, livre de antibióticos, e é administrada por via de nanotecnologia.
 
Uma única dose do tratamento demonstrou uma percentagem de sucesso de 65% na prevenção de infeção por clamídia.  
 
Segundo Emmanuel Ho, investigador deste estudo, o novo tratamento atua sobre a infeção pois previne que a maioria das bactérias penetrem nas células do trato genital, destruindo quaisquer bactérias que consigam penetrar numa parece celular. 
 
Isto foi conseguido através do emprego de pequenos fragmentos de ácido ribonucleico (siRNA) que atuam sobre um gene específico conhecido como PDGFR-beta no trato reprodutor feminino. Isto cria uma proteína que se liga à bactéria Chlamydia.
 
“Ao atuar sobre a PDGRF-beta conseguimos travar a criação da proteína que a Chlamydia irá utilizar para penetrar nas células da pele do trato genital”, explicou Emmanuel Ho. 
 
Como resultado, continuou, “uma infeção emergente fica com poucos alvos para se agarrar e torna-se menor provável a ocorrência de infeção”. 
 
Se a bactéria Chlamydia conseguir ligar-se e penetrar nas células, o tratamento de nanomedicina irá fazer ativar a autofagia, que consiste num processo celular em que as células da pele infetadas conseguem formar um invólucro à volta das bactérias e destroem-nas. 
 
Os siRNA não conseguem só por si penetrar nas células da pele e reduzir a expressão da PDGFR-beta e evitar que a Chlamydia se una. O novo tratamento usa uma nanopartícula única que permite que os siRNA penetrem nas células e reduzam a capacidade de a Chlamydia se unir, destruam bactérias invasoras e evitem a expansão da doença.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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