Desenvolvido músculo capaz de se regenerar

Estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences”

03 abril 2014
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Investigadores americanos desenvolveram músculo esquelético que se assemelha muito a um músculo real, uma vez que se contrai com força, rapidez e integra-se rapidamente no organismo. O estudo publicado nos “Proceedings of the National Academy of Sciences” revela ainda que este músculo tem a capacidade de se regenerar, tanto em meio laboratorial como no interior do animal.
 

“O músculo desenvolvido representa um grande avanço, uma vez que é a primeira vez que se desenvolve um músculo com a força de um músculo esquelético nativo”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Nenad Bursac.
 

Após vários anos, os investigadores da Universidade de Duke, nos EUA, descobriram que para desenvolver músculos semelhantes aos nativos era necessário desenvolver fibras musculares contráteis e uma população de células estaminais conhecidas como células satélite.
 

Todos os músculos têm células satélite de reserva, prontas para ficarem ativadas após uma lesão e iniciarem o processo de regeneração. A chave do sucesso deste estudo passou pela criação de microambientes, denominados por nichos, onde estas células estavam prontas para ser ativadas.
 

“O músculo que desenvolvemos contem nichos para as células satélite se desenvolverem e, quando necessário, restaurarem a musculatura, bem como a sua função”, explicou o investigador.
 

Após terem estimulado os músculos com impulsos elétricos e medirem a sua força contrátil, os investigadores constataram que este era 10 vezes mais forte que qualquer músculo desenvolvido até à data. Através da indução de danos, os autores do estudo provaram também que as células satélites eram ativadas, multiplicavam-se e curavam com êxito as fibras celulares danificadas.  
 

Posteriormente, os investigadores inseriram nos músculos criados laboratorialmente uma pequena câmara e colocaram-nos em ratinhos. Ao longo de duas semanas foi observado o progresso dos músculos implantados.
 

Após terem modificado geneticamente as fibras musculares com uma molécula fluorescente, os investigadores foram capazes de observar e medir em tempo real como os vasos sanguíneos cresciam nas fibras musculares implantadas.
 

“Será capaz de vascularizar, inervar e reparar a função muscular danificada. É nisso que vamos trabalhar nos próximos anos”, conclui Nenad Bursac.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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