Desenvolvido método não invasivo de diagnosticar cancro da mama

Estudo publicado na revista “Molecular Pharmaceutics”

18 maio 2018
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Uma equipa de investigadores desenvolveu um “comprimido de rastreio de doenças” que poderá substituir as mamografias no rastreio do cancro da mama. 
 
O cancro da mama é o segundo mais comum nas mulheres, pelo que requer rastreios continuados. Contudo, além de poderem ser desconfortáveis, as mamografias nem sempre obtêm resultados fidedignos e ainda expõem, repetidamente, as mulheres ao raio-X. 
 
A mamografia proporciona informação sobre a localização e tamanho dos tumores, mas não indica se os mesmos são benignos ou malignos. Consequentemente, como indicou um estudo dinamarquês recente, até um terço das mulheres acaba por ser submetido a tratamentos e procedimentos desnecessários para o cancro da mama.
 
Finalmente, as sondas fluorescentes podem detetar os tumores da mama, mas requerem uma administração intravenosa.
 
Para fazerem face a todos estes problemas, os investigadores da Universidade de Michigan, EUA, decidiram desenvolver então um método não invasivo, mais seguro e que proporcionasse resultados mais fidedignos. 
 
A equipa formulou um comprimido oral em que combinou duas moléculas: uma que se liga a proteínas na superfície das células cancerígenas da mama e um corante que quando é exposto a raios infravermelhos faz evidenciar eventuais tumores. Não é necessária, portanto, qualquer radiação.
 
Testes efetuados em ratinhos revelaram que com a formulação desenvolvida pela equipa uma proporção considerável do agente imagiológico foi absorvida pelo fluxo sanguíneo. Os investigadores consideram que esta pílula poderá no futuro ser modificada de forma a poder detetar outras doenças. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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