Desenvolvido método eficaz para produzir agentes terapêuticos

Estudo publicado na revista “Science Advances”

26 julho 2016
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Investigadores do Canadá desenvolveram um novo método para identificar os ingredientes necessários para construir os “biológicos”, uma classe potente de medicamentos que revolucionou o tratamento de doenças, como artrite reumatoide e alguns tipos de cancro, dá conta um estudo publicado na revista “Science Advances”.
 

Os biológicos são um tipo de fármacos que resultam da manipulação avançada das nossas próprias proteínas, por oposição aos fármacos tradicionais que são constituídos por químicos sintéticos. Devido ao seu sucesso atual, a comunidade científica tem tentado criar novos produtos biológicos. Os investigadores liderados por Philip M. Kim, da Universidade de Toronto, no Canadá, conseguiram agora desenvolver uma forma de tornar melhorar esse processo.
 

Os investigadores combinaram uma simulação de computador com experiências laboratoriais para criar o que eles esperam ser a forma mais eficaz de descobrir proteínas-chave para novos biológicos.  
 

Philip M. Kim explica que, atualmente, uma grande fração destes novos agentes terapêuticos envolve proteínas modificadas que se ligam a um alvo terapêutico, por exemplo, a uma célula cancerígena. “Encontrar uma proteína que se ligue eficazmente a um alvo pode ser como tentar encontrar uma agulha no palheiro. O nosso método pode abrir novas oportunidades para encontrar estas proteínas-chave e ter um grande impacto no desenvolvimento de novos biológicos”, referiu.
 

À luz da abordagem tradicional para o desenvolvimento de um biológico, os investigadores identificam uma proteína de interesse e posteriormente testam milhares de milhões de variantes de forma a tentar encontrar um ligando eficaz. Contudo, estes métodos não permitem que haja muito controlo sobre como e onde a proteína desempenha a função no seu alvo, afetando, por isso, a sua eficácia.
 

Neste estudo, os investigadores adotaram uma abordagem diferente, tendo utilizado um computador para simular o processo de ligação e, posteriormente, concebido proteínas que poderiam funcionar no alvo. Este tipo de abordagem teórica tem sido desenvolvida há várias décadas, mas ainda não era suficientemente eficaz.
 

Os investigadores combinaram o melhor dos dois métodos. Assim, em vez de criarem aleatoriamente uma livraria massiva de variantes, utilizaram um modelo computacional para produzir um pequeno, mas inteligentemente concebido, repertório de variantes. Contrariamente às abordagens tradicionais, a conceção de cada variante permite um controlo apertado sobre todas as suas propriedades
 

Os autores do estudo concluíram que esta nova abordagem fornece ligandos mais fortes que os obtidos através dos métodos tradicionais.
 

“Este é um momento entusiasmante para a investigação ao cancro e para os agentes biológicos”, refere o investigador que está a pensar produzir no futuro proteínas que são importantes para determinados tipos de cancro.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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