Desenvolvidas nanopartículas “inteligentes” para tratamento do cancro

Estudo publicado na revista “Nanoscale”

26 outubro 2017
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Uma equipa de investigadores conseguiu criar nanopartículas “inteligentes” que são autorreguladoras, podendo controlar a própria temperatura.
 
O novo tratamento que é extremamente promissor, foi desenvolvido por cientistas do Instituto de Tecnologia Avançada da Universidade de Surrey, Inglaterra, com colaboração de colegas da Universidade de Tecnologia Dalian na China. 
 
As inovadoras nanopartículas conseguem aquecer até atingirem uma temperatura suficientemente elevada para exterminarem as células cancerígenas, e arrefecer de forma a não prejudicarem o tecido saudável.
 
Este achado poderá em breve integrar a termoterapia hipertérmica para tratar os pacientes com cancro.
 
A termoterapia é usada desde há muito como método de tratamento do cancro. No entanto, é difícil usar este tratamento sem danificar as células saudáveis. Mas se a temperatura empregue for controlada com precisão, entre os 42º e os 45º celsius, torna-se possível enfraquecer ou exterminar as células tumorais sem afetar as células saudáveis.
 
As novas nanopartículas são de ferrite Zn-Co-Cr e, quando são implantadas e usadas numa sessão de termoterapia, podem aquecer-se até chegarem aos 45º celsius, sem ultrapassar essa temperatura. 
 
Outras características interessantes das nanopartículas é o facto de apresentarem uma toxicidade bastante baixa, bem como uma reduzidíssima possibilidade de causarem danos permanentes no organismo.
 
“Este pode ser potencialmente um paradigma na forma como tratamos as pessoas que têm cancro. Se conseguirmos manter o tratamento do cancro com um nível de temperatura suficientemente elevado para matar o cancro, mas suficientemente baixo para não danificar o tecido saudável, isso irá evitar alguns dos efeitos secundários adversos do tratamento vital”, avançou Ravi Silva, investigador neste estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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