Desenvolvidas células produtoras de insulina capazes de tratar diabetes tipo 1

Estudo da Universidade Católica de Louvain

07 outubro 2015
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Investigadores belgas desenvolveram uma nova técnica para produzir células com capacidade de produzir insulina. O estudo apresentado recentemente no congresso anual da Sociedade Europeia de Endocrinologia Pediátrica defende que no futuro esta técnica poderá ser utilizada em pacientes com diabetes tipo 1.
 
Já há muito que se sabe que na diabetes tipo 1 o sistema imunitário ataca por engano e destrói as células beta do pâncreas. Estas células são responsáveis pela produção, armazenamento e secreção da insulina, a hormona que regula os níveis de glucose no sangue. Atualmente uma das terapias mais prometedoras na luta contra a diabetes é a substituição das células beta.
 
Em estudos anteriores os investigadores da Universidade de Louvain, na Bélgica, descobriram que as células derivadas do ducto pancreático humano (HDDC, sigla em inglês) eram uma fonte atrativa deste tipo de células. Estas células podem ser encontradas no pâncreas adulto e são células progenitoras, ou seja, que se podem diferenciar em tipos específicos de células.
 
No estudo, os investigadores reprogramaram as HDDC para que estas se comportassem como células beta e secretassem insulina no pâncreas em resposta à glucose. Para tal foi utilizado o ARN mensageiro (mARN) de um fator de transcrição (uma proteína que controla que genes estão ou não ativos no genoma) conhecido por MAFA. O mARN é transformado numa proteína antes de se ligar ao ADN de forma a comandar as alterações nas funções celulares. 
 
Esta técnica permitiu evitar qualquer modificação genética nas células alvo. “A novidade deste trabalho reside na utilização de tecido adulto que evita os riscos associados às células estaminais, como o cancro, e um protocolo que modifica as células com uma ação direta no ADN sem qualquer modificação estrutural”, revelou, em comunicado um dos autores do estudo, Philippe Lysy.
 
“O nosso sistema de reprogramação celular com fatores de transcrição utilizando o mARN, abre portas para experiências noutros campos científicos com o objetivo de produzir células com uma nova função no contexto de doença sem a perda de função”, conclui o investigador.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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