Desenvolvidas células embrionárias humanas através de clonagem

Estudo publicado na revista “Cell”

20 maio 2013
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Investigadores americanos converteram células humanas da pele em células estaminais embrionárias capazes de se diferenciarem em qualquer tipo de células do organismo, dá conta um estudo publicado na revista “Cell”.
 

Acredita-se que as terapias com células estaminais são prometedoras no que diz respeito à substituição das células danificadas por danos ou doença. As doenças e as condições que poderão ser tratadas através destas terapias incluem doença de Parkinson, esclerose múltipla, doença cardíaca e danos na espinal medula.
 

A técnica utilizada neste estudo pelos investigadores do Oregon Health & Science University (OSHU) e do Oregon National Primate Research Center, nos EUA, envolveu um método denominado por transferência nuclear de células somáticas que inclui a transplantação do núcleo de uma célula, contendo o ADN de um indivíduo num óvulo no qual o material genético foi eliminado. O óvulo desenvolve-se e produz células estaminais.
 

De acordo com os autores do estudo, as células estaminais obtidas através desta técnica converteram-se, tal como as células estaminais embrionárias, em diferentes tipos de células, incluindo células nervosas, do fígado e do coração. Adicionalmente, como estas células podem ser geradas com o material genético nuclear do paciente, não criam problemas no que diz respeito à rejeição do transplante.
 

“Apesar de haver ainda muito trabalho a fazer no sentido de desenvolver tratamentos com células estaminais seguros e eficazes, acreditamos que este é um passo importante no desenvolvimento de células que podem ser utilizadas na medicina regenerativa”, revelou, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Shoukhrat Mitalipov.
 

De acordo com a vice presidente da OHSU, Dan Dorsa, “este é de facto um trabalho importante que impulsiona o desenvolvimento de terapias com células estaminais no combate de várias doenças e condições para as quais não existe atualmente tratamentos ou cura.
 

Shoukhrat Mitalipov refere ainda que “a transferência nuclear é muitas vezes foco de discussão sobre a ética da clonagem humana, no entanto este não foi o nosso objetivo, nem acreditamos que os nossos resultados possam ser utilizados por outros para a clonagem reprodutiva humana”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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