Desenvolvida vacina contra leucemia mielóide aguda

Estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”

14 dezembro 2016
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Investigadores americanos desenvolveram uma vacina personalizada contra o cancro que pode melhorar os resultados dos pacientes que sofrem da leucemia mielóide aguda, dá conta um estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.
 
A vacina desenvolvida pelos investigadores do Centro Médico Beth Israel Deaconess e do Instituto do Cancro Dana-Farber, nos EUA, estimula uma resposta do sistema imunitário contra as células da leucemia mielóide aguda protegendo contra recidivas na maioria dos pacientes. 
 
David Avigan, o líder do estudo, explica que as estratégias de imunoterapia ativam os próprios sistemas de defesa do corpo a combater as células cancerígenas. Desta forma, ao terem desenvolvido uma vacina personalizada foi utilizado o poder do sistema imunológico para atingir seletivamente cada paciente com cancro, evitando os efeitos colaterais da quimioterapia. 
 
Os pacientes com leucemia mielóide aguda podem entrar em remissão após a quimioterapia. Contudo, a maioria dos pacientes têm recidivas e acabam por sucumbir à doença. Neste estudo, os investigadores desenvolveram vacinas personalizadas para 17 pacientes com este tipo de leucemia que estavam em remissão após o tratamento de quimioterapia.
 
O estudo apurou que, apesar de terem uma média de 63 anos, mais de 70% dos pacientes permaneceram em remissão ao longo de um período médio de acompanhamento de mais de quatro anos. Após terem sido administradas várias injeções da vacina, os pacientes apresentaram um aumento no número linfócitos T específicos da leucemia no sangue e na medula óssea. 
 
Os linfócitos T são células imunitárias que desempenham um papel muito importante na capacidade do organismo reconhecer e de se recordar de agentes patogénicos como os vírus, ou neste caso, as células cancerígenas. 
 
Os investigadores verificaram que apesar de estarem presentes em baixo número antes da vacinação, a quantidade de linfócitos com capacidade de reconhecer as células da leucemia mielóide aguda aumentou após a vacinação, proporcionando potencialmente uma proteção a longo prazo contra a doença.
 
Jacalyn Rosenblatt, uma das autoras do estudo, refere que estão muito entusiasmados por terem verificado que a vacina produz uma resposta imune ampla e duradoura sem efeitos colaterais significativos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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