Desenvolvida tecnologia para avaliar funcionamento do coração

Estudo da Universidade de Coimbra

10 abril 2019
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Investigadores da Universidade de Coimbra desenvolveram uma tecnologia “baseada no bater do coração”, de “baixo custo e não invasiva”, que permite caracterizar e avaliar, em casa, o funcionamento deste órgão.
 
Uma equipa de investigadores do Departamento de Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) propõe “uma nova abordagem tecnológica baseada no som dos batimentos cardíacos, que permite a monitorização contínua das doenças do coração em casa”, afirma a FCTUC, numa nota enviada à agência Lusa.
 
O grupo de investigadores, liderado por Paulo de Carvalho, desenvolveu, com a colaboração de três médicos, “uma tecnologia de baixo custo e não invasiva, em que o som cardíaco é a chave de acesso a um conjunto de informação necessária para caracterizar e avaliar o funcionamento do coração”.
 
Basicamente, a partir do som do batimento cardíaco, “obtido com recurso a pequenos sensores, desenvolveu-se um algoritmo [software] que permite extrair automaticamente os denominados tempos sistólicos do coração e estimar o débito cardíaco”, explica Paulo de Carvalho.
 
Com os dados obtidos durante esta dinâmica cardiovascular, a nova tecnologia avalia continuamente a função cardíaca, fornecendo aos cardiologistas o relatório sobre a situação do doente.
 
Para tal, o sistema integra três componentes, designadamente sensores (que podem ser colocados, por exemplo, no vestuário), um telemóvel (que agrega os sinais provenientes dos sensores) e um servidor (que armazena a informação), explicita a FCTUC.
 
A grande vantagem desta tecnologia é permitir “o seguimento permanente de vários tipos de patologias cardiovasculares, em particular a insuficiência cardíaca, em ambulatório”, sublinha Paulo de Carvalho.
 
Ou seja, “descobriu-se uma forma de obter em casa informação que até agora só era possível adquirir no hospital”.
 
Atualmente, o acompanhamento dos doentes é realizado periodicamente, tipicamente em consultas de seis em seis meses, mas com este tipo de sistemas de monitorização contínua “consegue-se fazer uma correção muito mais fina, evitando que o doente evolua para situações agudas”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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