Desenvolvida prótese que recebe sinais nervosos da espinal medula

Estudo publicado na revista “Nature Biomedical Engineering”

09 fevereiro 2017
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Uma equipa internacional de investigadores desenvolveu uma tecnologia que permite que uma prótese de braço possa detetar os sinais nervosos da espinal medula e assim realizar movimentos comandados pelo cérebro, atesta um estudo publicado na revista “Nature Biomedical Engineering”.
 
De forma a controlar a prótese robótica, o paciente tem de pensar como se estivesse a controlar um braço fantasma e imaginar alguns movimentos simples, como beliscar com dois dedos. Os sensores integrados na prótese interpretam os sinais elétricos, emitidos pelos neurónios da espinal medula, e utilizam-nos como comandos. 
 
Segundo a informação veiculada pelo Imperial College London, no Reino Unido, as próteses de braço que se encontram atualmente no mercado são controladas pela contração dos músculos do ombro ou do braço remanescentes, que se encontram frequentemente danificados. Esta é uma tecnologia bastante básica que apenas permite a realização de um ou dois comandos de preensão.
 
De acordo com os investigadores, que foram liderados por Dario Farina, a deteção de sinais dos neurónios motores espinais em partes do corpo não danificadas pela amputação é feita através dos sensores associados à prótese, em vez de a utilização das fibras musculares remanescentes faz com que sejam detetados mais sinais através dos sensores associados à prótese. Desta forma poderão ser programados mais comandos programados na prótese robótica, tornando-a mais funcional. 
 
Dario Farina explicou que quando há uma amputação de um braço as fibras nervosas e os músculos também são cortados, o que significa que é muito difícil obter sinais para que a prótese funcione.
 
Neste estudo, os investigadores utilizaram uma nova abordagem, tendo-se focado no sistema nervoso em vez dos músculos. De acordo com o investigador, esta tecnologia pode detetar e descodificar sinais de forma mais clara, abrindo a possibilidade para próteses robóticas que podem ser mais intuitivas e úteis para os pacientes.
 
Os investigadores contaram com a participação de seis voluntários que tinham sido amputados do ombro para baixo ou logo acima do cotovelo. Após algumas sessões de fisioterapia, os pacientes foram capazes de realizar uma gama mais ampla de movimentos, comparativamente com aqueles que tinham uma prótese robótica clássica.
 
Os voluntários conseguiram mover a articulação do cotovelo e mesmo fazer movimentos radicais, movendo o pulso de um lado para o outro, ou até fechar a mão. 
Apesar de a tecnologia necessitar de algumas melhorias de forma a torná-la mais robusta, os investigadores acreditam que o modelo atual poderá estar no mercado nos próximos três anos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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