Desenvolvida nova análise ao sangue para detetar a Alzheimer

Estudo publicado na revista “JAMA Neurology”

28 junho 2019
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Um novo método para detetar a doença de Alzheimer, com base num novo marcador de sangue, revelou eficácia em detetar se um paciente tem ou não a doença de Alzheimer. 
 
Se for aprovada para uso clínico, a nova análise ao sangue poderá ser eventualmente usada como ferramenta de diagnóstico daquela doença neurodegenerativa no contexto dos cuidados primários.
 
Atualmente, a doença de Alzheimer pode ser diagnosticada através da identificação de acumulações anormais de proteína beta-amiloide em amostras de líquido cefalorraquidiano ou de tomografia por emissão de positrões, ambos métodos caros e especializados. 
 
A nova técnica está a ser desenvolvida por uma equipa de investigadores da Universidade de Lund, na Suécia, e com uma amostra ao sangue consegue identificar se um paciente começou a acumular beta-amiloide no cérebro.
 
Foram conduzidos ensaios em 842 pessoas na Suécia, no âmbito de um estudo sueco conhecido como BioFINDER, e validados numa coorte de 237 pessoas na Alemanha. Os participantes eram pacientes com Alzheimer, pacientes com défice cognitivo ligeiro e pessoas idosas saudáveis.
 
A nova ferramenta de diagnóstico, além de ser simples, demonstrou um elevado grau de exatidão. 
 
Os investigadores consideram que estas análises ao sangue poderão constituir um importante complemento para o rastreio de pacientes de forma a melhorar os exames de diagnóstico nos cuidados primários e poupar em exames dispendiosos.
 
Contudo, Sebastian Palmqvist, investigador que liderou o estudo, afirmou que “a dificuldade até à data é que atualmente necessitam de tecnologia avançada”, que não está disponível nos procedimentos clínicos atuais.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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