Desenvolvida ferramenta simples para avaliar risco de demência

Estudo publicado na revista “CMAJ” (Canadian Medical Association Journal)

06 dezembro 2017
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Uma equipa de investigadores conseguiu desenvolver uma nova ferramenta para avaliar o risco de Alzheimer e de outras formas de demência.
 
Num estudo conduzido pelo Centro Hospitalar Universitário do Quebeque da Universidade Laval, Canadá, a ferramenta conhecida como QuoCo (coeficiente cognitivo) é um índice semelhante aos gráficos de crescimento e de simples utilização.
 
Robert Laforce Jr., autor do estudo e líder da equipa que desenvolveu a nova ferramenta adiantou que “semelhante aos ‘gráficos de crescimento’ usados na pediatria, os gráficos cognitivos QuoCo permitem aos médicos delinear o desempenho cognitivo de qualquer paciente com base na idade, habilitações académicas e pontuação no Mini Exame do Estado Mental (MEEM) e fazer o rastreio cognitivo ao longo do tempo”.
 
“Isto permitiria aos médicos intervirem e potencialmente tratarem um adulto mais velho que se ‘desvie’ da curva”, explicou ainda. A equipa espera assim que a ferramenta seja empregue especialmente pelos médicos de família de forma a poderem monitorizar a deterioração cognitiva nos pacientes antes que ocorram danos irreversíveis.
 
Os investigadores realçaram que a demência atingiu níveis pandémicos mundialmente, sendo que a deteção precoce continua a ser a melhor abordagem para a gestão da doença antes que ocorram danos ao cérebro.
 
Os autores explicaram ainda que o MEEM é uma medida de rastreio imperfeita e que apresenta limitações, embora seja usada internacionalmente em cenários clínicos e na investigação sobre a demência e declínio cognitivo.
 
Andrew Costa, da Universidade McMaster, Ontario, Canadá escreveu um comentário em que dizia que “os benefícios alargados derivados dos gráficos cognitivos para qualquer exame de rastreio assentam no pressuposto que os pacientes em risco estão a ser rastreados sistematicamente ao longo do tempo e que os resultados dos testes cognitivos são comunicados, ou podem ser prontamente referenciados pelos médicos. Parece estarmos um pouco longe dessa realidade”.
 
No entanto, o especialista destacou que o sucesso de qualquer inovação está dependente da formação dada aos profissionais de saúde para que usem essa inovação adequadamente.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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