Desempenho de cirurgiões melhora ao som da música

Estudo publicado no “Aesthetic Plastic Surgery”

17 agosto 2015
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Em blocos operatórios de todo o mundo é possível ouvir música de vários tipos, desde rock a música clássica. Um novo estudo levado a cabo pela Universidade do Texas, nos EUA, revela agora que cirurgiões plásticos apresentam melhor desempenho em termos de técnica e eficiência a fechar incisões quando ouvem música da sua preferência.
 
A música, foi já comprovado, tem a capacidade de reduzir os níveis de stress de cirurgiões durante as suas intervenções. Contudo, poucos estudos se têm debruçado sobre os efeitos da música no desempenho técnico relacionado com tarefas cirúrgicas, como o fecho de incisões, sendo que tanto a qualidade dos pontos como a rapidez são especialmente importantes para os cirurgiões plásticos.
 
Para este estudo, os cientistas recrutaram 15 cirurgiões plásticos com a tarefa de fechar incisões com pontos em camadas em patas de porcos, obtidas no mercado local (a pele das patas de porcos é geralmente considerada semelhante à pele humana).
 
Os participantes não foram informados dos propósitos do estudo. Foi-lhes apenas pedido para fazerem o melhor possível e informarem os investigadores assim que tivessem terminado de fechar a incisão. No dia a seguir ao primeiro exercício de fecho de incisão, os participantes foram solicitados a realizar novo exercício utilizando a mesma técnica e com a música ligada ou desligada, contrariamente ao que tivesse acontecido durante o primeiro exercício.
 
Tendo em conta que os cirurgiões poderiam efetivamente melhorar o seu desempenho simplesmente pelo resultado da repetição, os cientistas distribuíram aleatoriamente os cirurgiões por grupos em que a música estava ligada na primeira ou na segunda intervenção.
 
O tempo médio de conclusão do fecho da incisão foi sete por cento mais curto quando a música da preferência dos cirurgiões se encontrava ligada durante o procedimento. Este efeito foi maior quanto maior era a experiência do cirurgião. No caso de cirurgiões seniores, notou-se uma redução de dez por cento no tempo de reparação, enquanto no caso de cirurgiões juniores, a redução foi de oito por cento.
 
A qualidade do desempenho da tarefa foi avaliada por cirurgiões plásticos que não sabiam de quem era o trabalho que estavam a analisar ou as condições em que foi realizado. As avaliações destes confirmaram uma melhoria geral da qualidade da reparação quando a música estava ligada, independentemente de o cirurgião ter realizado a tarefa com a música ligada na primeira ou segunda intervenção.
 
“O nosso estudo confirma que ouvir a música da preferência do cirurgião melhora a eficiência e qualidade do fecho da ferida, o que poderá traduzir-se em poupanças nos cuidados de saúde e em melhores resultados para o paciente”, destaca em comunicado, Andrew Zhang, um dos autores do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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