Desejo sexual está no nariz

Pílula pode diminuir libido por afectar olfacto feminino

25 outubro 2001
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A diminuição do desejo sexual é uma das queixas recorrentes de muitas mulheres que tomam pílula anticoncepcional há vários anos. E, embora, essa disfunção não seja referida explicitamente na bula de muitos medicamentos deste género existentes no mercado, o uso da pílula provoca a diminuição da libido.
 

 

Na verdade, e segundo aponta Sérgio Hibner, ginecologista brasileiro, este problema pode, muitas vezes, ser resolvido caso se mude de pílula. Ou, como também sugere o especialista, «trocar o método anticoncepcional por outro que não seja baseado em hormonas»
 

 

Embora este efeito secundário não seja apontado, de modo claro, no folheto de muitos medicamentos, aparece, no entanto, uma nota que refere «alterações de humor».
 

 

Agora, um grupo de ginecologistas italianos sugere que a perda da libido – desejo sexual - feminina relacionada com o uso de pílula anticoncepcional pode estar ligada à inibição da sensibilidade do olfacto.
 

 

Um estudo com 60 mulheres que não tomam pílula, de idades entre 18 e 40 anos, verificou que o olfacto ficava mais apurado nos dias que antecediam o período de ovulação. O mesmo não ocorreu, no entanto, quando começaram a tomar contraceptivos hormonais.
 

 

«Em termos biológicos, os odores provavelmente influenciam os processos reprodutivos em humanos», aponta o médico Salvatore Caruso, da Universidade de Catania, Itália, que coordenou o estudo.
 

 

O estudo italiano, porém, ainda não é uma prova de que as feromonas - substâncias odoríferas libertadas em pequenas quantidades pelos animais – possam, de facto, atrair companheiros. Mas, segundo os investigadores, estas secreções de atracção sexual talvez tenham um papel essencial na reprodução humana, já que a libido também está ligada ao pico de produção de progesterona – hormona esteróide- e outras hormonas no período de ovulação.
 

 

Método Two Days
 

 

Muitos casais que querem ter filhos deparam-se, a certa altura, que não conseguem conciliar a vida sexual com as múltiplas actividades profissionais e sociais. E se a prática de sexo já vai rareando na sociedade ocidental, nada melhor que saber «os dias certos» para tentar conceber um bebé. Estes problemas decorrentes do stress da vida actual poderão, agora, ter um fim à vista. Um grupo de investigadores, norte-americanos e italianos, anunciou ter descoberto uma maneira fácil de identificar os dias mais férteis das mulheres.
 

 

Analisando informações de um banco de dados - Estudo Europeu sobre Fecundidade Diária - sobre o muco cervical segregado e o tempo decorrido para ocorrer a gravidez, os cientistas foram capazes de mostrar que uma relação sexual tende a não resultar em fecundação se a humidade vaginal não for verificada no mesmo dia, ou no dia seguinte.
 

 

O método de identificação do período de fertilidade feminina, baptizado como «TwoDay» (Dois-Dias), foi criado por médicos do Instituto para Saúde Reprodutiva da Universidade de Georgetown, em Washington.
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

MNI - Médicos Na Internet
 

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