Desconhecimento sobre causa da esclerose múltiplica dificulta cura

Mau funcionamento das células astrocitos será a origem da doença

14 novembro 2002
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A opinião médica geral sobre a causa da esclerose múltipla tem sido um obstáculo à cura desta doença do sistema nervoso, uma vez que está errada, indica uma investigação publicada na revista New Scientist.
 

 

O estudo reflecte o trabalho de três neurologistas do Reino Unido segundo os quais a origem da doença está no mau funcionamento das células astrocitos, devido possivelmente a uma combinação de factores genéticos e do ambiente.
 

 

Esta investigação rompe com a crença médica geral segundo a qual a esclerose múltipla tem a sua causa num ataque do próprio sistema imunológico, que destruiria a mielina que reveste as fibras nervosas, permitindo a condução do impulso nervoso.
 

 

Os autores do estudo criticam o facto de serem experiências realizadas com animais nos finais do século XIX a base para os actuais tratamentos, que dizem não ser adequados.
 

 

O erro, afirmam, reside no facto de existirem diferenças entre as versões humana e animal da esclerose múltipla, o que foi ignorado.
 

 

A doença mata os animais ou deixa-os permanentemente incapacitados, enquanto que nos humanos pode "aparecer e desaparecer".
 

 

(O cérebro, que não é constituído apenas por neurónios, contém também as chamadas células da glia.
 

 

Os investigadores, que já sabiam que estas células são importantes para criar condições adequadas à função dos neurónios, descobriram nos últimos anos que um tipo de células da glia, chamadas astrocitos, dão origem a neurónios, mesmo no cérebro adulto.
 

 

As células da glia são responsáveis pela sustentação física e química do tecido nervoso, além da sua protecção e manutenção.
 

 

Investigadores da Universidade Rockefeller, em Nova Iorque, anunciaram em 1999 que as células astrocitos conseguem gerar novos neurónios em pelo menos uma região do cérebro.
 

 

Descobriram que os astrocitos são muito abundantes no sistema nervoso, o mesmo é dizer que o seu potencial de regeneração é muito grande.
 

 

A Esclerose Múltipla é uma doença neurológica crónica descrita inicialmente em 1860 pelo médico francês Jean Charcot.
 

 

É uma doença que leva à destruição da mielina que reveste e isola as fibras do Sistema Nervoso Central, principalmente o cérebro, o nervo óptico e a medula espinal).
 

 

Fonte: Lusa

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