Descomparticipação de medicamentos continua

Até agora, o Ministério da Saúde já descomparticipou 35 fármacos

17 janeiro 2001
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Ao longo desta semana, e de uma forma muito discreta, o Ministério da Saúde procedeu à descomparticipação de mais 10 medicamentos dos 500 considerados obsoletos por uma equipa de peritos constituída por médicos e farmacêuticos, há mais de dois anos.
 

 

A este lote de 10, deverão juntar-se, até ao final da actual legislatura, pelo menos mais 70 ou 80 fármacos cuja descomparticipação foi recomendada pelo INFARMED (Instituto Nacional da Farmácia e do Medicamento), anuncia hoje o jornal Público.
 

 

Nos últimos dois anos o INFARMED efectuou uma reavaliação aos 500 medicamentos propostos inicialmente para descomparticipação. Tal reavaliação não tem carácter definitivo pois os laboratórios com fármacos propostos para serem descomparticipados podem pedir estudos alternativos que comprovem a sua eficácia e contrariem a recomendação do Estado.
 

 

Segundo a notícia publicada hoje naquele jornal, a comparticipação dos medicamentos em avaliação é garantida até final de 2003. Portanto, só no início de 2004 é que a descomparticipação entra em vigor para aqueles fármacos cuja ineficácia seja confirmada pela reavaliação. Até lá, decorre o prazo em que os laboratórios podem apresentar resultados que contrariem as orientações estatais e durante este prazo os medicamentos em causa continuam a ser comparticipados, embora num escalão mais baixo.
 

 

MNI – Médicos Na Internet

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