Descodificadas mutações envolvidas na sinalização do cancro

Estudos publicados na revista “Cell”

22 setembro 2015
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Uma equipa internacional de investigadores descobriu como as mutações genéticas envolvidas no cancro atacam sistematicamente as vias que controlam as células humanas. Os achados de dois estudos publicados na revista “Cell” podem conduzir ao desenvolvimento de tratamentos anticancerígenos mais precisos e personalizados.
 
Após o genoma humano ter sido descodificado há mais de uma década, os estudos em torno da genómica do cancro têm dominado o mundo das ciências da vida e identificado com sucesso as mutações presentes nos pacientes e associadas aos tumores.
 
No entanto, a utilização deste conhecimento para desenvolver melhores terapias contra o cancro tem sido afetada pela incapacidade de os investigadores associarem as mutações nos genes às proteínas correspondentes, os alvos da maioria dos fármacos.
 
Neste estudo, os investigadores das Universidades de Copenhaga, Yale, Zurique e Tottori descobriram como as mutações envolvidas nas doenças atingem e danificam a rede de sinalização proteica dentro das células humanas. A equipa desenvolveu um novo programa que permite a tradução dos efeitos das mutações do cancro na função das proteínas.
 
“A identificação de alterações distintas nos tecidos que ajudam a prever e a tratar o cancro é um grande passo e estamos confiantes que possa ajudar no desenvolvimento de novas terapias e técnicas de rastreio”, revelou, em comunicado de imprensa o líder dos estudos, Rune Linding.
 
Dada a grande quantidade e crescimento do conhecimento genómico, o grande desafio dos cientistas é saber como interpretar esses dados. Este novo programa pode revelar como uma única mutação no ADN pode ter efeitos moleculares dramáticos nas células, afetando enzimas críticas denominadas cinases”, explicou um outro autor do estudo, Pau Creixell.
 
Os estudos demonstraram que as cinases não são simplesmente ativadas e desativadas pelas mutações envolvidas no cancro, mas podem afetar outras proteínas e conduzir consequentemente as células saudáveis para um estadio mais cancerígeno.
 
“A identificação de mutações que afetam a forma como as cinases regulam outras proteínas ajudam-nos a priorizar potenciais alvos terapêuticos, facilitando o desenvolvimento da medicina personalizada”, conclui Ben Turk da Universidade de Yale.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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