Descobertos mais de 100 genes humanos desconhecidos

Dois meses de trabalho na Universidade de Genebra

19 fevereiro 2003
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Uma equipa de investigadores da Divisão de Genética Médica dos Hospitais Universitários e da Universidade de Genebra identificaram, em apenas dois meses de trabalho, 139 genes humanos totalmente desconhecidos até agora.
 

 

O trabalho, publicado no último número da revista científica Proceedings, da Academia das Ciências dos Estados Unidos, foi realizado com a colaboração de bioinformáticos da Universidade de Washington, em Saint Louis (Missouri), e do Instituto de Genómica de Barcelona.
 

 

O ritmo acelerado destas descobertas foi possível graças à descodificação completa do genoma do rato, que os cientistas puderam comparar com o do ser humano e descobrir rapidamente as sequências comuns às duas espécies, indica a edição de segunda-feira do jornal de Genebra Le Temps.
 

 

ADN inalterado
 

 

Se esses segmentos permaneceram quase inalterados desde há milhões de anos, altura em que as duas espécies se diferenciaram, significa provavelmente que continuam activos, já que a mínima mutação os teria tornado inoperantes, segundo os cientistas.
 

 

Esta descoberta é tanto mais surpreendente quanto o ADN (ácido desoxirribonucleico) inutilizado, ou considerado como tal, não submetido à pressão evolutiva, acumulou, pelo contrário, alterações ao longo dos milénios até ao ponto de ficar irreconhecível.
 

 

Em resumo, sublinham os cientistas, um segmento de ADN humano que tem o seu equivalente no rato é com grande probabilidade funcional, e se além disso este fragmento estiver equipado com características típicas de um gene é muito provável que o seja.
 

 

Bioinformática
 

 

Ao comparar informaticamente o genoma do rato com o do Homem, os bioinformáticos de Saint Louis e de Barcelona conseguiram identificar 7.212 fragmentos que preenchem esses critérios e que, ao mesmo tempo, não correspondem a genes conhecidos.
 

 

Os cientistas de Genebra racionalizaram ao máximo este processo até ao ponto de o converter numa análise semi-industrial, tendo em dois meses analisado 315 genes potenciais entre os 7.212 fragmentos identificados pelos bioinformáticos.
 

 

Destes, 139 demonstraram ser genes activos desconhecidos, resultado que permitirá agora aos bioinformáticos precisar as suas previsões. Dentro de um ano, os investigadores esperam ter analisado a totalidade dos fragmentos identificados.
 

 

Fonte: Lusa
 

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