Descobertos mais biomarcadores de estádios iniciais de cancro do pâncreas

Estudo publicado na revista “PLOS ONE”

10 fevereiro 2015
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Uma equipa de investigadores descobriu um grupo de pequenas moléculas cuja presença no sangue poderá ser utilizada no rastreio dos sinais precoces do cancro do pâncreas.

 

O cancro do pâncreas é uma doença devastadora com um índice de sobrevivência muito baixo devido ao facto de não existirem ferramentas fiáveis para o diagnóstico precoce da doença. Como consequência, o cancro não é muitas vezes detetado antes de se disseminar. Apenas cerca de 6% dos pacientes sobrevive mais de cinco anos após o diagnóstico do mesmo.

 

Os investigadores do Centro Oncológico de H. Lee Moffitt, nos EUA, centraram a sua pesquisa num pequeno grupo de moléculas denominadas microRNA, que regulam muitos processos cancerígenos no organismo. Estas moléculas estão presentes em tecido tumoral, sangue e outros fluidos do organismo.
A equipa interessou-se especificamente pelos microRNA associados às neoplasias mucinosas papilares intraductais (NMPI).

 

As NMPI são um tipo de quisto ou lesão no pâncreas que pode originar cancro do pâncreas. Este tipo de lesão pode ser observada através de tomografia computorizada e de ressonância magnética. No entanto, estas técnicas não permitem verificar a malignidade dos quistos, sendo a cirurgia a única prática corrente para a sua remoção. No entanto, este procedimento é de alto risco pois pode resultar em diabetes e morte.

 

É igualmente possível esperar para verificar se a lesão origina cancro. No entanto, isto significa que os médicos ficam impedidos de tentar curar o doente de uma doença potencialmente fatal.

 

Para este estudo, a equipa analisou microRNAs que poderiam estar associadas a lesões por NMPI de alto risco que deveriam ser retiradas rapidamente de forma a evitar a progressão de cancro do pâncreas.

 

Os investigadores analisaram tecido de NMPI que tinha sido removido por via cirúrgica, tendo encontrado seis microRNAs que pareciam diferenciar lesões de alto e baixo risco: miR-100, miR-99b, miR-99a, miR-342 -3p, miR-126 e miRNA-130a. A equipa encontrou evidência de que estes microRNAs poderão contribuir para o desenvolvimento do cancro do pâncreas.

 

“A esperança é que esta linha de pesquisa possa eventualmente conduzir a testes ao sangue para rastreio de microRNAs que possam ser utilizados conjuntamente com técnicas de imagem e outros fatores para ajudar a equipa médica e o paciente a prever de forma fiável a severidade da doença na altura do diagnóstico das NPMI ou do seguimento”, afirma Jennifer Permuth-Wey, autora principal do estudo.

 

Recentemente, uma equipa da Escola de Medicina da Universidade do Louisiana, EUA, descobriu que três microRNA (miR-10B, miR-155 e miR-106b) poderão ser empregues como indicadores precoces fiáveis da forma mais comum do cancro do pâncreas.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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