Descobertos genes associados à asma e alergias

Estudo publicado na revista “Nature”

24 fevereiro 2015
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Uma equipa internacional de investigadores descobriu mais de 30 genes que estão associados à asma e alergia, como eczema e febre do feno, refere um estudo publicado na revista “Nature”.
 

“Os genes que identificámos representam novos alvos terapêuticos para as doenças alérgicas, além de poderem funcionar como biomarcadores que podem prever quais os pacientes que irão responder a terapias dispendiosas existentes ", revelou, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Miriam Moffatt.
 

Neste estudo, os investigadores decidiram avaliar alterações epigenéticas que influenciam a atividade de genes, por oposição às alterações que afetam o código genético. Através desta abordagem, os investigadores foram capazes de identificar os genes que regulam um anticorpo que está associado ao desencadeamento da resposta alérgica.
 

Apesar de já se saber que o anticorpo em causa, a imunoglobulina E (IgE), estava envolvido no desencadeamento da resposta alérgica, ainda não se conheciam os genes responsáveis pela regulação das suas atividades.
 

Para o estudo, os investigadores analisaram os leucócitos, um tipo de células imunitárias, de um total de 355 participantes. Foi analisado se os níveis de metilação, um processo em que os genes ficam inativos através da ligação de grupos metilo ao ADN, estavam associados a níveis de IgE no sangue.
 

O estudo apurou que existiam associações fortes entre a IgE e baixos níveis de metilação em 34 genes. Verificou-se que estes genes estão mais ativos nos indivíduos com asma, o que conduz ao desenvolvimento de elevadas quantidades de IgE que ajudam a desencadear os sintomas da doença.
 

Estes resultados foram também observados noutros voluntários do País de Gales que tinham níveis baixos ou elevados de IgE na corrente sanguínea e noutros 160 participantes do Québec que tinham sido diagnosticados com asma.
 

Os investigadores constataram que um número considerável de genes identificados codificavam para proteínas produzidas por um tipo específico de leucócitos, os eosinófilos, conhecidos por promover a inflamação nas vias aéreas dos indivíduos com asma. De acordo com os investigadores, estes genes ativam os eosinófilos, conduzindo ao desenvolvimento dos sintomas de asma.
 

A descoberta de uma nova forma através da qual os eosinófilos são ativados significa que os médicos podem ser capazes de identificar quais os pacientes asmáticos que irão responder às terapias que neutralizam estas células. Atualmente, estas terapias são dispendiosas e apenas funcionam em algumas pessoas com a doença.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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