Descobertos estreptococos resistentes a antibióticos

Comunidade médica norte-americana surpreendida

22 abril 2002
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Pela primeira vez na história da Medicina, médicos norte-americanos documentaram uma epidemia de estreptococo - género de bactérias parasitas - que afecta a garganta e é resistente a antibióticos. O agente patogénico afectou pelo menos 46 crianças na cidade de Pittsburgh.
 

 

O factor da resistência foi detectado no início do ano passado, numa escola particular daquele Estado norte-americano, onde quase a metade dos casos de estreptococos na laringe não pôde ser tratada com eritromicina, um antibiótico de origem natural. Por isso, todas as crianças foram tratadas com outros medicamentos alternativos.
 

 

Para Judith M. Martin, investigadora-chefe do Hospital Infantil de Pittsburgh, o caso parece um verdadeiro mistério. "Não sei onde tudo começou", afirmou a especialista à Reuters. «Mas, definitivamente, isso passou de uma criança para outra na mesma escola propagou-se também à comunidade".
 

 

Até agora, os antibióticos existentes no mercado combatiam, rapidamente, os estreptococos do grupo A, a bactéria que causa a inflamação da garganta, incluída a variante séptica e infecciosa que pode pôr em risco a vida do paciente.
 

 

Os médicos no hospital ficaram surpreendidos com a resistência repentina e estendida da bactéria à eritromicina, de uso muito comum – esse antibiótico é administrado a certos doentes que incluem os alérgicos a penicilina.
 

 

O estudo foi divulgado na edição da semana passada da publicação New England Journal of Medicine.
 

 

Porque acontece?
 

 

As bactérias que provocam doenças estão a tornar-se cada vez mais resistentes aos efeitos dos medicamentos antibióticos.
 

 

Os antibióticos contribuíram para vencer muitas doenças infecciosas, como a meningite ou a pneumonia, que ainda há cerca de 60 anos eram mortais, mas, no entanto, as resistências acontecem.
 

 

E porquê? A resistência das bactérias indica que o gérmen cria os seus mecanismos de defesa contra o antibiótico. É por isso que se torna ineficaz e as infecção tendem a não desaparecer. Os que representam o maior índice de resistência são as penicilinas e as cefalosporinas. Para evitar esta situação, os antibióticos não devem administrar-se em processos causados por vírus, como o catarro comum e a gripe. Também nos processos alérgicos são ineficazes.
 

 

Outro modo de evitar a resistência seria administrar os antibióticos sempre em doses e intervalos adequados durante o tempo preciso, segundo as instruções do médico. O que muitas vezes não acontece. Para tal, os tratamentos preventivos são de vital importância para evitar algumas das doenças comuns em crianças.
 

 

MNI-Médicos Na Internet
 

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