Descoberto novo mecanismo que desencadeia metástases de cancro

Estudo publicado na “Cell Biology”

04 março 2015
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Uma proteína que é comum em células humanas parece estar associada ao desenvolvimento de metástases em células cancerígenas, aponta um novo estudo.
 
Segundo a investigação conduzida pela Universidade McGill em Montreal, Canadá, a proteína DENND2B parece desempenhar um papel ativo na migração normal das células. Esta descoberta poderá contribuir para perceber melhor os cancros epiteliais, como o do cólon e da mama.
 
Os cancros epiteliais, ou carcinomas, surgem no tecido epitelial e são responsáveis pela grande maioria de cancros, como o da mama, do cólon, ovárico, da bexiga e da próstata.
 
Ao contrário das células normais em adultos, as células cancerígenas possuem uma grande capacidade de migração dentro do organismo. Esta capacidade permite àquele tipo de células criarem metástases que são responsáveis pela grande maioria de mortes por cancro.
 
A equipa que conduziu o estudo descobriu que a proteína DENND2B ativa a Rab13, outra proteína situada na zona apical das células cancerígenas, que promove a migração celular: “A DENND2B interage com o efetor MICAL-L2 na periferia da célula e esta interação é necessária para a remodelação dinâmica da zona apical da célula”, explica a equipa. “Até à data não sabíamos de que forma é que a Rab13 era ativada para iniciar a migração celular”, acrescentaram os investigadores.
 
No âmbito deste estudo, os investigadores procederam, também, a um ensaio clínico em que injetaram células cancerígenas muito agressivas em dois grupos de ratinhos. Um grupo de ratinhos tinha células com níveis elevados de Rab13 e os roedores do outro grupo tinham sido geneticamente manipulados para não expressarem o gene Rab13, não tendo assim a proteína.
 
“No caso das células com níveis reduzidos de Rab13, o cancro não se desenvolveu, ou formou um tumor mais pequeno. Adicionalmente, o tumor mais pequeno não provocou metástases noutros tecidos”, elucidou Peter McPherson, autor principal do estudo e docente naquela universidade.
 
A equipa considera que este estudo irá provocar um enorme interesse no sentido de utilizar a Rab13 como objeto de tratamento do cancro, mas demorará muito tempo até se chegar a ensaios clínicos.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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