Descoberto método celular para ignorar alterações genéticas

Estudo publicado na “Developmental Cell”

03 setembro 2019
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Uma equipa de investigadores do Instituto do Cancro Huntsman, da Universidade de Utah, EUA, descobriu um método capaz de manter as células pancreáticas estáveis, mesmo quando estas recebem sinais contrários.
 
O cancro do pâncreas é um dos mais mortíferos e difíceis de detetar e, em parte, desenvolve-se devido a alterações genéticas nas células saudáveis que as faz crescer descontroladamente. Estas alterações genéticas são irreversíveis.
 
Nathan M. Krah, investigador principal, explica o princípio do estudo: “Neste estudo queremos perceber o que acontecia se as células pancreáticas continuassem a fazer o seu trabalho, independentemente dos sinais que recebem”.
 
A equipa focou-se na proteína PTF1A usada pelas células pancreáticas para ignorar as alterações genéticas e manterem-se “diferenciadas” ou saudáveis, o que significa que não se dividem e são “bem comportadas”.
 
Os investigadores induziram cancro pancreático em ratos e repararam que, quando o cancro aparece, a PTF1A é sempre desligada. Quando conseguiram impedir que ela se desligasse, as células cancerígenas foram de imediato impedidas de se formarem. Também notaram que as células cancerígenas primárias se reverteram em células pancreáticas normais. 
 
Foi observado em pratos de cultura um resultado semelhante nas linhas celulares de amostras de tumores humanos: ligar a PTF1A impediu o crescimento do cancro em cerca de metade destas linhas celulares.
 
Krah sublinha a importância da “diferenciação” pancreática como método preventivo e de reversão do cancro.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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