Descoberto gene que impede avanço do cancro

Estudo da CWRU School of Medicine

16 agosto 2012
  |  Partilhar:

Investigadores da Case Western Reserve University School of Medicine descobriram que uma forma mutante do gene Chk1, quando expresso em células cancerígenas, impede de forma permanente a proliferação destas e provoca a morte celular sem ser necessário recorrer a quimioterapia.

 

Ao estudar o mecanismo básico da integridade genómica, a equipa de investigadores da CWRU inesperadamente descobriu uma forma mutante ativa do Chk1 humano, que é também uma forma não natural deste gene. Esta mutação alterou a conformação da proteína do Chk1 da forma inativa para a ativa.

 

A principal vantagem desta possível nova estratégia de tratamento do cancro reside no facto de não necessitar de fármacos quimioterapêuticos tóxicos para conseguir matar células cancerígenas.

 

As células respondem a danos provocados no ADN ativando redes de vias de sinalização denominadas pontos de controlo do ciclo celular (cell cycle checkpoints). Fundamental para estas vias genómicas é a proteína cinase, denominada Chk1. O Chk1 facilita a sobrevivência celular, incluindo as células cancerígenas, sob condições de stress, tais como aquelas induzidas por agentes quimioterapêuticos, parando temporariamente o ciclo de progressão celular e coordenando a reparação dos erros de ADN.

 

Há muito que é sugerido que a combinação da inibição do Chk1 com quimioterapia e radioterapia deverá melhorar de forma significativa o efeito anticancerígeno destas terapias. Esta ideia tem servido de base para a procura de potenciais inibidores do Chk1 que possam combinar-se de forma eficiente com a quimioterapia no tratamento do cancro. Até à data, nenhum inibidor do Chk1 tinha passado a fase III de ensaios clínicos. Isto conduziu o Dr. Zhang, um dos cientista envolvidos no projeto, a procurar estratégias alternativas para o tratamento do cancro tendo como alvo o Chk1.

 

No futuro, a pesquisa levado a cabo pelo Dr. Zhang e a sua equipa irá considerar duas abordagens possíveis de ativação do Chk1 em células cancerígenas. Uma possibilidade é usar a terapia genética para colocar a forma mutante do Chk1 descoberta em células cancerígenas. A outra é procurar pequenas moléculas que possam induzir as mesmas alterações de conformação do Chk1 de forma a poder ser colocado em células cancerígenas para ativar as moléculas Chk1. A consequência de ambas as hipóteses seria a inibição permanente da proliferação das células.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A

Partilhar:
Classificações: 1 Média: 4
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.